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/luso/ - Lusofonia

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 No.1258

Por onde passei nos últimos 15 dias aqui e no exterior, ouvi relatos de pessoas em busca de explicações sobre as razões que estão levando brasileiros a buscar “refúgio” em outros países, principalmente Portugal e Estados Unidos. As pessoas querem saber se este êxodo teria motivações políticas. Em seguida, constrangidas, elas diziam que chama a atenção o nosso “grosseiro” comportamento. Um “estilo predador”, disse-me um deles.

Procurei saber detalhes do que exatamente incomodava estas pessoas. Elas dizem que falamos alto, somos arrogantes com garçons, atendentes, seguranças, além de furarmos filas, não cumprirmos horários, nem compromissos previamente acertados, atravessarmos fora da faixa de pedestres nas ruas e não pagarmos passagem nos transportes públicos. O que elas argumentam é que não entendem por que agimos assim, já que todos convivem com os problemas comuns da comunidade em que estão igualmente inseridos.

Já de retorno ao Brasil, esbarrei em relatos de conhecidos que diziam estar de malas prontas para Miami ou Lisboa, Cascais, Porto, e que não aguentavam mais a “bagunça” do nosso país. Eles reclamam da “desordem”, “das autoridades”, do “Temer”, do “Lula”, do “PT”, da “esquerda”, enfim, os alvos são múltiplos. Estas pessoas reconhecem que nossa “imagem lá fora” anda meio queimada. Tenho que reconhecer que estas pessoas “indignadas” têm posses ou reservas financeiras que lhes garantem uma permanência mais longa no exterior.

Este conjunto de pequenas histórias passou a martelar minha cabeça. O que está havendo? A gota d’água foi uma senhora portuguesa que disse para um amigo que os brasileiros “não tinham classe”. Ela praguejou outros impropérios que prefiro não repetir por vergonha.

Num determinado momento, eu não me contive e resolvi compartilhar este sentimento de surpresa frente à repetição de nossa falta de civilidade, com esta falta de respeito com os hábitos de países que abrigam novos imigrantes como nós.

Por isso, eu escrevi o post abaixo no Twitter e, para minha completa surpresa, “viralizou”.

Portugueses começam a ficar incomodados com a enxurrada de brasileiros endinheirados que estão trocando nosso país pelo deles. Eles dizem que são pessoas que se acham melhores do que as outras apesar de terem baixíssima cultura e civilidade. “Gente sem classe”, disse uma senhora.


De cara, saltou para quase 8 mil curtidas, 2.800 retuítes e não param de entrar pessoas testemunhando as barbaridades que assistiram pessoalmente. Uma delas disse que portugueses estavam na fila de espera de um táxi, brasileiros furaram a fila e pegaram a veículo antes de todos. Os nativos reclamaram e os brasileiros fizeram gesto obsceno com os dedos. O taxista simplesmente parou o carro e pediu que os mal educados saltassem. Eles o fizeram e, a partir daí, se voltaram contra o motorista e o hostilizaram.

Dos inúmeros comentários disponíveis no post, existem várias outras reflexões sobre o que está acontecendo com aqueles que, cansados do Brasil, resolveram reconstruir suas vidas em outras terras no Velho Mundo.

 No.1259

>generalizações

 No.1260

Preto, ninguém vai ler isso tudo.
Faz um resumo.

 No.1261

Brasileiro é uma praga mesmo. Desde o favelado ao milionário. O favelado por ser hedonista e ter fazer vários putos ao longa da vida e a classe média que é parasitária e anti-progressista no sentindo real da palavra progresso que é o desenvolvimento industrial e econômico do país.

É um absurdo existir tantas empregadas domésticas no país. Isso é um reflexo e também causa do atraso do país. O trabalho dela ajuda muito pouco ou nada no crescimento do país. Somente os milionários deveriam ter condições de ter uma empregada doméstica e a classe média apenas uma diarista que trabalharia no máximo 2 vezes por mês para a família.

Outro ponto importante é reforma agrária, pois sem ela impede o desenvolvimento de uma classe média rural que irá consumir e gerar uma demanda para a industria abastecer essa população.

 No.1262

>>1261
Népia zéCarioca, o que brasiu necessita é de uma de duas coisas.
1-Livrar-se de fantasmas, no sentido grego da palavra. Ex; ideologias coletivistas, sejam elas politicas, religiosas, ou de consumo. Esse cancro positivista/utilitário que vos rege também não ajuda.
2-Matar todos os filhos d puta, começando nos pelos traficantes e acabando nos políticos.

 No.1263

>>1258

>Procurei saber detalhes do que exatamente incomodava estas pessoas. Elas dizem que falamos alto, somos arrogantes com garçons, atendentes, seguranças, além de furarmos filas, não cumprirmos horários, nem compromissos previamente acertados, atravessarmos fora da faixa de pedestres nas ruas e não pagarmos passagem nos transportes públicos.


isto é no braziu ou em prrtgal?
é a mesma merda

 No.1264

>>1261
Ok, tirando as generalizações auto depreciativas.

As empregadas domesticas existem quando o custo é baixo, e o custo é baixo porquê, porque há uma enorme percentagem da população que só pode prestar esse serviço uma vez que não tem qualificações para mais nem existem empregos fora da área dos serviços.
Sem industria, de preferência descentralizada, essas hordas de empregadas domesticas, office boys, porteiros, biscateiros etc não vão deixar de existir, a ideia que os serviços vão absorver os trabalhadores não qualificados é uma ideia falhada, a produtividade deles é ínfima e são facilmente substituíveis, basicamente são domesticas/biscateiros com uniforme e um contrato de trabalho a termo certo.
O Brasil devia fazer aglomerados de pequenas industrias com simbiose entre elas, que é modelo usado na Alemanha e no norte de Itália, e usar os produtos finais para exportação, numa primeira fase para os países limítrofes (e aqui a diplomacia económica tem muito peso) e depois para outros com mais poder de compra e mais seletividade.
A produtividade per capita nessas industrias é muito mais elevada que nos serviços, o que se traduz em salários mais altos. Não sendo necessário em muitos casos educação especializada (ex as pessoas que manufaturaram e montam as navalhas da Victorinox na Suíça têm quase todas 9 anos de escolaridade básica).

A reforma agrária faz sentido se quem tomar conta das terras tiver produtividade, se alguém tiver uma pequena parcela de terra e se dedicar ao cultivo dos mesmo produtos que os latifundiário produzem não vai ter lucro e consequentemente vai começar a chorar por subsídios governamentais (como acontece na maioria dos casos na Europa ou EUA).
O fazendeiro que queira ter sucesso tem que se dedicar a nichos de produtos com procura e pouca oferta. E depois há outra questão a cadeia logística, pode-se produzir o melhor produto, mas se não existir refrigeração no local, transportes rápidos para os portos e agilidade no processo de exportação as perdas materiais e fiscais reduzem os lucros (a haverem) e desmotivam o produtor.

A parte social acompanha sempre a parte económica.



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