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/luso/ - Lusofonia

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 No.1044

>educação portuguesa

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-40735234
>Ensino de História em Portugal perpetua mito do 'bom colonizador' e banaliza escravidão, diz pesquisadora

"De igual modo, em virtude dos descobrimentos, movimentaram-se povos para outros continentes (sobretudo europeus e escravos africanos)."

É dessa forma - "como se os negros tivessem optado por emigrar em vez de terem sido levados à força" - que o colonialismo ainda é ensinado em Portugal.

os livros didáticos do país "escondem o racismo no colonialismo português e naturalizam a escravatura".

"persiste até hoje a visão romântica de que cumprimos uma missão civilizatória, ou seja, de que fomos bons colonizadores, mais benevolentes do que outros povos europeus".

"Essa narrativa gera uma série de consequências, desde a menor coleta de dados sobre a discriminação étnico-racial até a própria não admissão de que temos um problema de racismo"

os alunos ficaram surpresos ao saber de revoltas das próprias populações escravizadas. E também sobre o verdadeiro significado dos quilombos ─ destino dos escravos que fugiam, normalmente locais escondidos e fortificados no meio das matas.

nos livros analisados "não há nenhuma alusão à Revolução do Haiti

Já os quilombos são representados, acrescenta a pesquisadora, como "locais onde os negros dançavam em um dia de festa". [Confesso que eu até tinha nessa parte]

essa ideia da "benevolência do colonizador português" acabou encontrando eco no luso-tropicalismo, tese desenvolvida pelo cientista social brasileiro Gilberto Freire sobre a relação de Portugal com os trópicos.

Em linhas gerais, Freire defendia que a capacidade do português de se relacionar com os trópicos ─ não por interesse político ou econômico, mas por suposta empatia inata ─ resultaria de sua própria origem ética híbrida, da sua bicontinentalidade e do longo contato com mouros e judeus na Península Ibérica.

 No.1046

File: 1505064877061.png (1.03 MB, 2000x2500, reinodocongo.png) ImgOps Google

>>1044
>Os Portugueses compravam escravos aos reis do Congo (o Rei do Congo era Cavaleiro da Ordem de Cristo e até existia um bispo no reino do Congo nomeado pelo Papa).
>Portugal entrou em guerra com o Congo porque queria comprar escravos a outros reinos africanos, algo que o Congo não permitia, porque queria o monopólio.
>O Zumbi dos Palmares foi capturado numa dessa guerras
>Nos Quilombos havia escravos, porque era essa a tradição africana.

O problema principal dessas "pesquisadoras" é a ignorância histórica, vêm tudo pelo lado a antropologia cultural e da sociologia, "ciências" completamente contaminadas por subjetividades e marxismos culturais.

O Freire estava certo quanto à hibridação e a empatia enquanto estratégias mas errado quanto ao motivo, Portugal era um pais de pequena população, nunca poderia conquistar pela ocupação ou pela colonização, só pela aliança e pelo protetorado. Nunca existiu nenhum especial "amor ao próximo" ou "empatia nata" só uma estratégia pragmática que permitia uma multiplicação de poder e influencia com uma base primaria muito pequena.
O mesmo se aplicou ao Mouros, ao Judeus e ao Templários (banidos pelo Papa, mas reconvertidos pelo Rei na Ordem de Cristo), aproveitar todos os recursos humanos disponíveis e pô-los a trabalhar para a causa.

>foto, Brasão do Reino do Congo

 No.1068

>>1046
Bom post



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