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/con/ - Consultório

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 No.1559

Boas, chan.

Estou numa relação estável há cerca de dois anos, mas há algo que me tem tirado o sono.
O meu namorado já tinha referido, por algumas vezes, que tinha curiosidade em experimentar uma relação aberta/poliamorosa. Foi algo que discutimos numa fase inicial do nosso namoro e que ficou assente que não me deixava confortável. Da parte dele, disse que estava feliz só comigo e que era só uma ideia que o excitava. Mais recentemente, e como a nossa relação já não é um mar de rosas como era há um ano e meio atrás, disse-me que contava demasiado comigo, que somos demasiado dependentes um do outro e que eu - uma pessoa só - não consigo satisfazer todas as suas necessidades. E, mais uma vez, surgiu a conversa de abrir a relação.
Sou uma pessoa um bocado insegura e ele é o meu primeiro namorado e o meu primeiro envolvimento sexual. O pensamento de ele estar com outras pessoas e gostar delas como gosta de mim dói bastante.

Não é uma questão de confiança, porque por ele ponho as mãos no fogo e sei que enquanto eu disser não, nada acontece. Mas pensar que estou a privá-lo de algo que ele quer fazer e que numa relação monogâmica será sempre um bocado mais acorrentado do que gostaria… faz-me pensar se realmente vale a pena seguir em frente.

Tenho uma visão talvez demasiado romantizada das relações e isso também não ajuda. Na teoria, sei que é possível amar duas pessoas ou estar envolvido sexualmente com uma e não perder os sentimentos de amor e afeição pela outra. Na prática, sinto que não sou assim tão especial e que posso facilmente ser substituída; que nunca vou ser suficiente para ele e que só estou a adiar o inevitável.

Ele é uma pessoa muito segura de si e não teria qualquer problema se eu estivesse com alguém para além dele. Não costuma demonstrar ciúmes, ao contrário de mim, que fico doente quando ele mostra interesse por alguém. No fundo, só queria arranjar forma de me desapegar e conseguir ser tão indiferente a este assunto como ele é.

O que é que acham disto, /con/?

 No.1560

>>1559
Não há frutos da vossa relação, é no sentido mais literal possível um terminal genético. Vocês caírem na armadilha da promiscuidade é inteiramente irrelevante, não afecta nada neste mundo a não ser a tua moralidade deslocada nesta situação. O meu conselho não é muito feliz, é até um tanto amargo e cínico, mas escrevo-te isto com toda a honestidade de que sou capaz: resigna-te e tenta procurar algum conforto naquilo que podes. As coisas são temporárias, carne é temporária e até sentimentos expiram quando passa tempo suficiente. Aguarra-te ao que podes para que não te sintas infeliz, neste mundo (e se calhar especialmente no teu) já ninguém pertence a ninguém.

Ânimo.

 No.1561

>>1559
concordo com o que o danone antes de mim disse mas tenho uma pergunta, és uma gaja mesmo? aqui? no pt xã?

 No.1562

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>>1561
Eu penso que é um gajo. Respondi-lhe como se fosse um gajo, pelo menos. A minha resposta teria sido um pouco diferente se presumisse ser uma gaja.

 No.1563

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>>1561
Há gajas no ptchan. Mas isso não interessa para nada nem muda o fio nem as respostas. Faz o que o >>1562 fez.

 No.1564

>>1563
Mudaria a minha resposta sim. Se o ópê é opina, é necessário considerar que a relação potencialmente pode ser frutífera, dela pode surgir algo que é mais importante do que ela e o saloio do namorado. Também há uma consideração importante, que se o namorado realmente quisesse uma relação aberta, a menos que ele fosse bissexual seria muito mais fácil para ela arranjar com quem o encornar do que o inverso, e quem sabe fosse isso o castigo cármico perfeito para o rapaz. A sexualidade de uma mulher é muito mais preciosa do que a do homem e isso reflecte-se no mercado. Da junção da mulher e de um homem pode gerar-se uma família e bem se diz que "só crescemos realmente quando temos algo mais importante do que nós". Essa é a vitória de todas as relações e é um sinal de maturidade. Também teria outras coisas para dizer, o meu conselho seria muito diferente se ele é ela.

 No.1565

>>1563
fds claro que muda… O que te garante que há gajas no ptchan?

 No.1566

>>1564
>dl;nl
Um paneleiro só pode bater carnes para se sentir um pouco mais confortado e menos sozinho no fim do dia.

Uma mulher fértil é a base de qualquer família. A dignidade, integridade e auto-estima dela são considerações muito mais importantes.

 No.1575

>>1559
Ora, a relação já não é o que era, e ele de vez em quando lá pede permissão para comer fora apesar de saber que isso te deixa desconfortável (dica profissional: ele já anda a comer fora e sente-se culpado)

Está na hora de o deixares.

 No.1576

>>1575
>(dica profissional: ele já anda a comer fora e sente-se culpado)
Isto muito provavelmente é a situação. Ou já traiu ou sente-se confiante que tem alguma coisa no papo.

 No.1587

>>1575
>>1576
Como eu disse, ponho as mãos no fogo por ele. Ele não me traiu.

 No.1588

>>1587
Mesmo que ele não te tenha traído, é óbvio que ele tem qualquer coisa em vista. Meter a pilinha noutro buraquinho é apenas uma formalidade, não fazê-lo antes de tu atirares fora os teus últimos resquícios de dignidade e cederes face ao pedido é uma mera cortesia.

Não tenhas pressa em "pôr as mãos no fogo" por este rapaz.

 No.1594

>>1587
Pôr as mãos no fogo pelo teu parceiro é de louvar. Infelizmente parece certinho que ele não faria o mesmo por ti.

 No.1626

Update: Na quarta-feira ele tem um encontro combinado com uma pessoa no Porto. Conheceu-o no Tinder. Não falam há mais de uma semana ou duas, mas ele quer mesmo fazer isto.

Sim, a burra sou eu. Já falei com algumas pessoas também, já tive convites, mas não consigo passar disso. Ter necessidades diferentes é normal, o que não é normal é a forma como isto me faz sentir.

 No.1627

>este nível de isco
Muito bom OP, tiro-te o chapéu pela dedicação.



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