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/c/ - Cultura

Cinema, Música, Literatura, Anime, e Discussões Culturais
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 No.19[Last 50 Posts]

Fio de literatura ? Fio de literatura.
Tudo dedicado a literatura : livros e crítica, experiências e iniciativas e tudo o que se enquadre no tema.

Tópico de algibeira : o que estão a ler ?
>Ilíada
>Nome da Rosa
>The Iron Tree


>asq de vez em quando queres ler mas não sabes o que ler por ter tantas opções



Quem é que /bookcrossing/ aqui ?
Ao pé da biblioteca cá da cidadezita há um spot de bookcrossing. Têm o hábito de passar por lá e trocar livros ? E registar um no site da Internet e deixar num lugar aleatório. ?

 No.20

>>19

Deixar de ler ficção foi das melhores coisas que fiz. Agora só leio livros no qual consigo absorver conhecimento. Como bibliografias, introdução a certas áreas do saber, história, etc. Experimenta 3 meses sem ler ficção.

 No.21

>>20
>Deixar de ler ficção foi das melhores coisas que fiz. Agora só leio livros no qual consigo absorver conhecimento.
Não consegues pegar em lições tiradas da ficção e aplica-las à vida real ?

>Experimenta 3 meses sem ler ficção.

recomendações pls

 No.22

>>21
>Não consegues pegar em lições tiradas da ficção e aplica-las à vida real ?
E agora compara essas lições com um leque de conhecimentos como leres livros para aprender a programar, acampar, economia, etc.

>recomendações pls


On Desire
>Um livro que fala sobre necessidade. Foi o livro que me fez calcular custo e ganho sobre necessidades que eu tenho. Foi o livro que me conduziu a deixar de ler ficção.

Triunfo do Ocidente
>Livro sobre história da Europa. Explica razões de termos desenvolvido como desenvolvemos. Eu gosto de história, mas acho que o livro não é nada maçudo e está constantemente a desenvolver o tema.

A Vida de um Colossus: César
>Livro sobre César. Experimenta ler uma biografia de uma personalidade que aches interessante.

Running: Muito mais do que correr.
>Um livro com vários conselhos e métodos para se começar a correr.

Freakonomics
>Um excelente livro a falar sobre a natureza da economia.

Infelizmente, não te consigo aconselhar um livro de programação, visto que não sou novato e não consigo dizer se os livros que li conseguem ensinar as bases de programação a um leigo.

E sim, eu tenho medo deixar ao lado grandes narrativas como o livro 1984 e Brave New World, mas o tempo é escasso e não me apetece correr o risco de perder tempo com mediocridade quando podia aprender algo.

 No.23

>>22
>E agora compara essas lições com um leque de conhecimentos como leres livros para aprender a programar, acampar, economia, etc.
Isto são assuntos que não têm grande interesse para mim,nem têm grande utilidade prática na minha vida. No entanto,lições de vida e/ou moral que extraio de livros de ficção têm grandes aplicações praticas,especialmente na forma como encaro a vida e interajo com os outros. Percebes o que te estou a dizer ? Eu acredito que com esses livros aprendas muito. Mas para que quero eu aprender a programar,acampar,economia etc. ?
Também não sou grande apreciador do discurso de auto-ajuda.

Mas esse On Desire parece ser uma boa malha. Compraste ou requisitaste ?

 No.24

>>23
> Mas para que quero eu aprender a programar,acampar,economia etc. ?

Especialmente para dar umas luzes e saíres da tua zona de conforto e experimentar coisas novas. E expandir a área de conhecimentos. Mas entendo que dependa de pessoa para pessoa. Eu sou uma pessoa muito curiosa e comecei a valorizar experiências novas.

O On Desire, é mesmo muito bom. 300 páginas a explicar a natureza da necessidade? Sim, se faz favor! E eu comprei o livro, não entendo o que queres dizer com se eu requisitei.

 No.26

>>24
>eu comprei
onde ?

>não entendo o que queres dizer com se eu requisitei.

biblioteca local

 No.27

>>26

No wook.pt.

 No.41

Recomendo, aos que gostam de ficção, Submissão de Michel Houellebecq.
Não sei de nenhum outro livro superior a ele escrito neste século.

 No.42

>>41
Por favor, desenvolve e explica porquê. É que do que folheei pareceu-me bem banal. É o quê, a escrita, a história?

 No.44

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Olá anons
OP aqui
Só para informar que segui o conselho do >>20 e comecei a ler não-ficção. É muito agradavél de ler e sinto que aprendi bastante, apesar de só ter lido dois capítulos do pica relatada, que é o livro que decidi comecar a ler
>China, a escalada do Dragão
>Renata Pisu

 No.47

>>44
Alguns factos interessantes que nos queiras contar que aprendeste nesse livro?

 No.48

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>>47
Graças a Deus que o livro é meu e pude sublinhar. Aqui estão só alguns, aqueles que eu achei mais curiosos e interessantes. De qualquer das maneiras,o livro custou-me 1€ no continente ( lel ) à uns 3 anos atrás,talvez ainda o possas comprar na Internet ou ir a uma biblioteca.

No Prólogo
>" Em 1753 o padre Matteo Ripa, missionário na China durante duas décadas, regressou a Itália trazendo consigo alguns jovens chineses convertidos à fé cristã.(…) entre estes encontrava-se Lúcio Wu (…) conseguiu um dia fugir à socapa do Colégio dos Chineses,fundado pelo padre, para tentar a longa fuga, o regresso à pátria. ( … ) foi apanhado e metido na prisão.

>Nos arquivos imperiais chineses nenhum país do Ocidente se encontrava mencionado. Os portugueses, que pela primeira vez puseram os pés na costa da China, eram chamados de fo fang - o correspondente à transcrição fonética de francos, porque vinham das regiões onde no tempo das cruzadas os francos tinham combatidos os sarracenos e disso a China tivera notícias. Assim, quando depois chegaram os franceses foram também confundidos com os portugueses e, por sua vez, também a Itália foi identificada com Portugal porque em Macau, que estava na mão dos portugueses, havia muitos padres jesuítas italianos. "

>" Problema, ou melhor, questão, em chinês diz-se Wenti, mas pergunta também se diz wen-ti. Para resolver os problemas é necessário começar por se colocarem questões. "

Capítulo 1 da parte 1 - Do Pictograma ao computador
>" (…) cada monossílabo se pode pronunciar com quatro tons de voz diferentes, razão pela qual a mesma sílaba ma, de acordo com o tom de voz, pode significar cavalo, praguejar,mãe ou cânhamo.
(…)
De facto, na escrita o carácter que designa o cavalo é completamente diferente do que se refere ao cânhamo, à mãe ou ao praguejar. (…) Quando dois chineses não se entendem a falar escrevem. (…) Se um habitante de Xangai e um habitante de Pequim têm dificuldade em se entenderem, traçam respectivamente nas palmas das mãos os caracteres que, tendo pronúncias diferentes, se desenham sempre do mesmo modo. ( …). O termo «analfabeto» deriva do grego e significa «desprovido de alfabeto», mas uma vez que na China não há alfa e muito menos beta, o mesmo conceito exprime-se unindo o signo que significa «cego» ao signo que significa «escrita»
>" Em comparação com a nossa escrita alfabética que regista o som de uma palavra, tende, em contrapartida, a reproduzir a imagem de uma acção ou a sugerir uma ideia. Junta o pictograma do sol e o pictograma da lua e cria assim um ideograma que significa luz, a acção conjunta dos dois astros. "
>" Como pode um porco debaixo de um tecto transmitir a ideia de casa, de família?
A solução do enigma (…) é a de que, numa sociedade maioritariamente camponesa, criar uma família era possível desde que se conseguisse comer e assegurar a sobrevivência dos seus membros. O porco (…) era considerado símbolo de prosperidade, garantia de sobrevivência. "
>" Os caracteres inscritos num dicionário chinês do século XIX eram pouco menos de cinquenta mil (…) "
>" Há sinólogos que conseguem ler e escrever sem no entanto serem capazes de pronunciar uma palavra. "
>" Se tenho de barafustar com alguém faço-o usando epítetos ideológicos e não as saudáveis palavras populares. Para insultar digo : «és um elemento atrasado!» e desatam todos a rir. Estou a renovar o meu léxico, estou também a aprender a escrever não com o pincel, mas com o computador : uso os caracteres latinos do teclado, depois carrego no enter e aparem-me os ideogramas, escolho evidenciado com o cursor aquele que me convém, carrego novamente no enter e o carácter, depois a frase, o texto, compõem-se como que por milagre no ecrã. "
>"Hoje em dia (…) os chineses (…) conseguem escrever com o computador os seus oito mil caracteres. É como (…)se nós soubéssemos escrever os algarismos árabes por meio de letras, mas não os pudéssemos digitar directamente no teclado: escreveríamos oitocentos e cinquenta letra por letra, depois carregaríamos no comando e aparecer-nos-ia 850. "
> " Lembro-me que fiquei aterrada quando vi a primeira a primeira máquina de escrever chinesa, um teclado grande como uma mesa, milhares e milhares de signos e mais outros tantos timbres que era necessário associar para compor um ideograma. "

Estes são alguns,mas há mais.
Transcrevi o texto tal e qual como o livro.
Em geral, acho que tem um texto esquisito e com poucas pausas : faltam vírgulas

 No.50

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>>44
Danone, isso é uma mentira. Leres só não-ficção não é melhor nem pior do que leres só ficção. É, apenas, sempre limitativo. Quando lia só ficção não conhecia o mundo do ensaio; depois, comecei a aventurar-me por aí e descobri coisas bem incríveis.

No entanto, apesar de ter próximos a mim livros do Tapiés, do Rotko e do Orwell de ensaios, entre outros - como livros de literatura de viagens, biografias, o que seja - ler apenas coisas desse género é insuficiente e pobre. Há coisas que só a ficção te pode ensinar e passagens de ficção que te fazem ter certas visões ou sentimentos que não irás encontrar em livros de não ficção. No fundo, deves ler de tudo, e desse tudo começar pelo que te interessa. Mas não te aconselho a permaneceres no mundo na não-ficção para sempre. Eu, por mim, vou intercalando, e penso que devias fazer o mesmo, mesmo que sejas um leitor de um livro de cada vez.

Nunca vais conseguir ler todos os livros que queres nem apanhar todos clássicos ou obras-primas. São muitos. Um filme papa-se, no geral, em hora e meia/duas horas, mas um livro demora muito mais tempo. Aceita e procura o que te interessa. Mas não fiques na não-ficção. Assim nunca vais descobrir incríveis cenas que foram um dia imaginadas.

 No.51

>>50
Este é o meu primeiro livro de não-ficção. Sempre li apenas ficção. Estou a lê-lo em conjunto com os livros do Post Original. Mas obrigado pelo conselho,danone.

 No.81

Deêm-me um redpill no Saramago.

A próposito : É o Queirós o melhor escritor tuga de todos os tempos ?

 No.89

Que há de melhor na literatura pt contemporânea?

 No.90

Procuro literatura sobre pobreza; relações laborais; precariedade; exploração do outro.

 No.92

>>90
Horácio Bento Gouveia
Fala sobre isso tudo. O único contra é que acontece na Madeira.
Começa pelo Canga.

 No.97

>>22

> grandes narrativas como o livro 1984 e Brave New World


q plebe

>>48

>à uns 3 anos

eu n disse? q plebe. parei de ler a thread e saí

 No.99

>>97
M-mas foi só um p-pequeno erro

 No.318

>ser eu
>ir passear até ao centro da cidade
>ter de passar na biblioteca para deixar uma fotografia para o meu cartão de leitor
>entregar a dita foto
>rondar as estantes da biblioteca à procura de livros
>Procurar Queirós e Homero
>não encontrar nada dos ditos
Foda-se anões,sou eu que sou uma merda a procurar livros numa biblioteca ou é porque é uma biblioteca pequena ?

 No.321

>>318
Sabes que podes perguntar aos gajos da recepção? Aliás algumas bibliotecas tem bases de dados online

 No.323

>>90
lê marx e o publico

 No.324

>>81
o queiros n sei, o queiroz é bom, tuga é o que os pretos das colonias chamam depreciamente aos Portugueses.

 No.337

>>321
Claro. Mas quis encarar o desafio.

>>324
Onde é que será que fui buscar a ideia que era QueiróZ? Raios.

 No.338

Estou a ler Malazan.

 No.466

Queria ler sci-fi, mas quando vou à procura de listas de obras recomendadas parece-me tudo 'mais do mesmo'. Sugestões?

Livros de um modo geral editados este ano, que recomendam?

 No.468

>>466

Blindsight e a sequela Echopraxia, Peter Watts.

 No.575

Anons, tive uma ideia, mas preciso da opinião de um perito em estantes.
Estou no segundo da minha licenciatura e já acumulei entre 3 a 6 livros com aspeto parecido ao da pica.
pergunta : sendo estes livros fotocopias encadernadas de originais, seria correto dispô-los na minha estante ao pé dos restantes livros ?

 No.576

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>>575
pica aqui

 No.577

>>575
>>576

Acho que não sou autista o suficiente para responder a isto, mas porque não? Todavia, eu usaria uma capa qualquer para tapar as argolas.

 No.578

>>577
>eu usaria uma capa qualquer para tapar as argolas.
No que estás a pensar em particular ?

 No.579

>>575
diz me que isto é gozo

senão és apenas um autista de merda

 No.620

Boas
Porque é que a Bertrand é tão merda ?
Cumpz

 No.621

>>620

A não ser que queiras literatura Portuguesa, é sempre melhor comprar online.

bookdepository.com tem entrega grátis para Portugal.

 No.623

>>620

Online ou física?

Online as lojas são todas horríveis. Já viram o site da Wook? Há dez anos era altamente, hoje é um nojo autêntico. A Fnac idem.

>>621

Ou o Abebooks.

 No.626

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Perdi os meus hábitos de leitura todos, a ultima coisa que li foi um manual de erlang. (de género literário mesmo acho que foi o 1984)
Alguém tem recomendações?

 No.628

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>>626
Homens, Espadas e Tomates.

 No.633


>>22
>On Desire

Esse livro há em português?
Sabes dizer-me qual o título?

Estava a procura de livros de não ficção para começar a ler para comecar a "instruir-me" sobre mais coisas mas não sei por onde nem com o que começar.
E se dissesse que esse é uma boa opção

 No.639

Alguém conhece algum livro sobre antropologia de Portugal?

 No.645

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Algum destes livros é bom para ler como não ficção ou nem por isso?

 No.646

>>645
mas que caralho

como se faz upload de duas imagens de uma só vez?

 No.647

>>646
no file. podes colocar mais que uma

 No.648

>>639

Qual a temática que desejas em concreto? Antropologia é muito vasta.

 No.650

>>648
Antropologia cultural, acho eu.
Algo do género "O Crisântemo e a Espada".

 No.651

>>650

Lê o clássico da Margaret Mead: Coming Of Age in Samoa. E a seguir lê a 'adorável' crítica que Derek Freeman fez à Mead. Quase que acabava com a carreira dela.

É muito mais divertido ler Freeman, mas é melhor leres primeiro a obra, só depois a crítica.

 No.652

>>651
Obrigado, mano, mas queria sobre Portugal…

 No.653

>>652

Lê qualquer coisa do João Pina Cabral aka o maior bardamerdas da antropologia em Portugal.

Um bajulador nato e alguém que adora ser 'adorado' e igualmente bajulado.

A antropologia em Portugal resume-se ao eixo ISCTE/ICS. A FCSH tem um quadro algo envelhecido e fraco, comparado com o do ISCTE.

Quando à Universidade de Coimbra, é algo à parte.

Se quiseres um bom antropólogo português, lê coisas do José Carlos Gomes da Silva. De longe o melhor antropólogo em português. Ou um dos seus disciplos: Manuel João Ramos.

Gomes da Silva trabalhou mais sobre etnografia da Índia. Manuel João Ramos sobre Etiópia.

Ambos trabalham sobre antropologia do simbólico.

Se quiseres coisas sobre estudos de género tens o Miguel Vale de Almeida.

 No.655

>>653

*
A antropologia em Portugal resume-se ao eixo ISCTE/ICS. A FCSH tem um quadro algo envelhecido e fraco comparado com o do ISCTE.

Quanto à Universidade de Coimbra, é algo à parte.

#

Uma adenda: Francisco Vaz da Silva também é bom, se quiseres alguém com trabalho mais sobre a análise de contos / folclore.

 No.658

Melhores livros do ano?

 No.726

Algum de vocês matém um jornal de leitura ? Um documento de alguem genéro onde anotem as ideias do quê leem. Qual o vosso método ?
Em princípio pensei em usar um caderno, mas é difícil fazê-lo porque gosto de ler mais de um livro ao mesmo tempo e era impossível manter-me organizado.
Estou a usar um documento no word, mas acho que assim vai perder a essência de ter aquelas ideias em papel.
Qual é o vosso método ? Têm alguma sugestão para o meu problema ?

 No.727

>>658
Vê no
>goodreads

 No.739

>>726
Há um ano comprei aquele da bertrand mas passado uns 4 livros fartei me. Também não ajuda que não seja muito regular a ler e me esqueça bastante de merdas (ao ponto de na cama pensar nas merdas que devia fazer).

 No.746

>>726
Que tal comprares folhas de linhas e uma capa ?

 No.840

Deveria ou não ler Saramago ? Opinem pff anons

 No.841

>>840
Estás interessado nos livros dele?

 No.843

>>841
Tenho em casa o Memorial do convento que comprei no secundário. É só por isso que tenho interesse. Também vou fazer um levantamento de opiniões com pessoas que conhreço que já leram, mas conhecendo-as como conheço sei que me vai dizer para ler mesmo sendo uma merda.

 No.844

>>843
Nunca li esse.
Mas já i o Evangelho e gostei muito. Foi aquele que engatilhou portugal inteiro e o fez cagar no país

 No.848

>>844
acho que vou ler o memorial mas não agora. não custa nada tbh

 No.859

De momento estou a ler o inferno de dan brown

 No.860

>>859
como vai a digestão do cagalhão?

 No.862

>>860
Meh pensava que fosse melhor.
Algumas sugestões do que ler a seguir?

 No.864

>>862
lê umberto eco é parecido só que bom e com vercidade historica

 No.874

>>864
op aqui
ainda estou a ler o nome da rosa
tem uma estória interessante e pontos de reflexão interessante. Só vou no 5o. dia porém.

 No.879

FILHO DA PUTA DO CHAGAS FREITAS REEEEEE ESTOU FARTO DE VER ESTE MERDAS NO JUDEULIVRO CADA VEZ QUE LÁ VOU CARALHO REEEEEEEEEE

 No.994

Sabem bons livros para ler que "ensinem" como investir, ganhar mais dinheiro?
Coisas assim desse genero.
Tenho ali uma edição de Ganhar em Bolsa.
Gostava de entrar nesse mundo, forex, stocks etc.
Mais algum recomendado?

 No.998

>>994
No youtube há muitos vídeos acerca de livros desses. Fightmediocrity acho que tem vários.
Fica com o link do canal : https://www.youtube.com/user/phuckmediocrity

Como é que os restantes leitores fazem para descobrir livros novos ?

 No.1009

>>998
há em pt ou não traduziram nenhum?

 No.1010

>>1009
Puta se queres jogar nestas brincadeiras tens que no mínimo dominar o inglês, o economês, os softwares e o dinheiro.


Deixa lá isto e foca-te em acabar o secundário.

 No.1015

The Silmarillion edição inglesa. Tal como Tolkien escreveu. Mandei vir da amazon, foi baratinho.
Mas o inglês, possas, um gajo perde-se. Demasiado complexo.

 No.1016

Alguma sugestão de autores portugueses? Clássicos ou contemporâneos?

 No.1017

>>1016
Queirós

 No.1018


>>1016

Camilo

 No.1023

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https://amusicanosteusolhos.tumblr.com/

partilhem os vossos poemas (não muito longos) preferidos danones

 No.1029

>>1023
Estes poemas são absolutamente horríveis.

Tens que ler mais poetas, tens que ler muito mais poesia para poderes compreender o quão maus são os poemas que apresentas nesse link, caso sejam teus.

Parecem poemas escritos por uma adolescente de 14 ou 15 anos.

 No.1043

boas

este é o meu saite de poemas
espero que gostem

https://xandyshirax.blogspot.pt/

cumpz

 No.1044

>>1016
Se queres um autor contemporâneo lê João Tordo. Especialmente a "Biografia Involuntária dos Amantes" ou o "Luto de Elias Gro". Gostei imenso e retrata temas de tristeza e isolamento. De autores portugueses vivos ele é o meu favorito.

 No.1052

>não li Os Maias no secundário
>anos depois, estou a ler

 No.1053

>>1052

E é um bom livro, amigo. Intemporal.

 No.1054

>>1053
Sim, estou a gostar tbh

 No.1058

Ando a ler livrinho da moda do ano passado: Rapariga no Comboio, Paula Hawkins. Não está mal escrito, muito pelo contrário. Mas a 100 páginas do fim, não me parece nada para o fenómeno de vendas que foi. Gillian Flynn dá-lhe um bailinho no mesmo género.

 No.1061

>>1054
Mais para a frente, estou a achar o livro um bocadinho vazio. Mas talvez seja só agora.

 No.1075

Anões, estou quase a desistir dos Maias. Vou um pouco depois da página 300 e acho isto cada vez mais desinteressante.

 No.1084

>>1075
Se não consegues os Maias podes esquecer toda a literatura entre do século XIX e princípios do XX.

 No.1085

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http://www.goodreads.com/book/show/1349004.Sled_Driver

Que livro lindo, sobretudo para quem gostar de aviões militares.

 No.1087

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Ainda não o acabei mas estou bastante surpreendido pela qualidade, gostem ou desgostem do senhor ele sabe do que fala

 No.1088

>>1087

Eu gostava de saber como é que o Varg mantém o seu nível de vida sem ter um trabalho. Música não chega para o nível de vida que tem na França. A gaja também não faz nada. São ambos 'caseiros'.

Vive do dinheiro dos pais dele. Bela vida, ser nórdico.

 No.1089

>>1088
Pelo meu entendimento as únicas fontes de rendimento dele são as vendas de musica e livros
Mas ele também não paga impostos e vive no meio do nada, a única coisa que parece comprar é gasolina para os geradores

 No.1090

>>1089
>>1087

Se quiseres coisas sobre mitologia, não é o Varg que vais ler, maninho. Mas se gostas, óptimo.

 No.1092

>>1084
Posta exemplos.
Já li A relíquia e gostei mais que os Maias.
Só me parece faltar profundidade. Tudo o que as personagens querem fazer é viajar e foder.

 No.1127

George Orwell: Por Que Escrevo e Outros Ensaios.

Entretanto, terminei o livro da Paula Hawkins e confirmo o que disse anteriormente: dentro do género, a Gillian Flynn é melhor. Agora, Orwell. A seguir, tenho mais uns livros para ler que comprei o ano passado e já preparo uma lista de futuras compras.

 No.1133

>>1127
com que frequência compras livros ? Qual é o teu orçamento para o efeito ? Como é que escolhes os que compras ? Porque é que compras e não requisitas ?

 No.1134

>>1127
mais, onde os compras ?

 No.1135

>>1133
>>1134

Eu adoro livros, tenho mais de trezentos. Só não tenho mais por certas razões: a) não ganho para isso, caso contrário arrebentava o dinheiro em livros; b) neste momento, vivo em casa de familiares e não tenho o espaço que outrora tinha em 'minha' casa; c) tenho sempre o receio de 'amanhã' ser obrigado a viver em condições precárias e ter de pedir alguém para guardar a minha colecção. Ou pior, acabar a viver na rua. Posto isto, tenho controlado o meu investimento em livros nos últimos anos. Mas eu adoro ler; comprar; ter livros / biblioteca. O meu sonho era ter a minha própria editora, por ex. Em certa altura, mais ou menos na fase em que tirei a licenciatura, conhecia as editoras todas e seus catálogos. Hoje em dia já não estou tão dentro do meio. Mas o mesmo também mudou muito, visto que hoje há imensas editoras em Portugal. Se for preciso, todos os dias brota uma.

Como leio bastante rápido (hábito ganho na faculdade), tenho que ter sempre livros em stock para consumir. Vou comprando; vai para stock; e vou lendo. A não ser que seja algo que deseje ler na altura; no imediato. Aí, leio logo. Certa altura passei por um 'reader's block'. Não conseguia ler nada. Andava sempre ansioso; stressado; irritado; com a cabeça cheia de coisas. Por muito que tivesse vontade de ler, não conseguia ler nada. Isso deixou-me bastante 'perturbado', visto que adoro livros. Mas depois fui trabalhar para a Fnac uns tempos e voltei a ler aos poucos até recuperar a pessoa que era. Agora ando outra vez num período de stress. Vou lendo, mas lentamente.

Quanto ao gasto, depende. Existiram anos em que gastei mais de mil euros em livros. O ano passado comprei muito poucos, por ex. Lá está, tenho que me controlar. Mas agora só volto a comprar quando terminar de ler os que tenho pendentes (uns quatro ou cinco), e como ando outra vez numa fase lenta de leitura, é expectável que ainda demore uns tempos.

Eu costumo comprar os livros na Amazon; AbeBooks (no caso de usados, livros já descatalogados); e na Fnac (física e online). Antigamente comprava livros na Wook (ainda sou do tempo em que eles seja chamavam Webboom), mas pioraram imenso o serviço; tornaram-se demasiado desmazelados; e o site está horribilis. Caguei completamente. A não ser que tenham algo que não encontro em outro lado online.

Quanto ao que comprar, eu faço lista de compras: vou anotando os livros que me interessam e autores que desejo explorar. Certa altura interessa-me comprar livros, vou à lista ver se há algo que me interesse particularmente explorar na altura. E se o tema que me interesse explorar, está reflectido na minha lista de autores / livros, compro. Mas já existiram alturas em que, subitamente, apeteceu-me explorar um tema em particular e não tinha qualquer livro sobre aquilo. Dei ênfase ao momento; àquilo que me interessava na hora; e não ao que tinha na minha lista.

Quanto ao requisitar, isso era bom se as bibliotecas em Portugal fossem boas. Mas a verdade é que de um modo geral, são más. A biblioteca nacional, por ex, é uma vergonha em termos de livros. Há livros sobre determinados temas; áreas; que nem sequer os livros clássicos das mesmas tem. E eu tenho, por ex. Se as bibliotecas fossem boas, eu ia, obviamente.

Por exemplo: eu sou o tipo de pessoa que gosta de ter as coisas. Fazia colecção de DVDs; livros; jogos; CDS; e até vinis. Mas hoje em dia, face à situação em que vivo, arrependo-me de ter gasto dinheiro em DVDs. Tanto que penso em vender a minha colecção toda este ano (juntamente com consolas antigas e seus jogos). É uma coisa que, para mim, já não faz sentido. A qualquer altura saco um filme / série e vejo. Ver séries em DVD, por exemplo, é algo chato; moroso; ter de andar a trocar o DVD a cada temporada; etc. Um gajo saca aquilo e tem logo ali os episódios todos. Arrependo-me de gastar dinheiro nesses actos de coleccionismo. Mas livros, não.

 No.1136

>>1127
Tenho esse mesmo aqui no monte da mesinha para ler, versão da Penguin e tudo.
Estou meio na dúvida se leio agora ou depois do Homage to Catalonia e o Down and Out in Paris and London.

Isso lê-se bem apenas com o Animal Farm e o 1984 digeridos ou ficava melhor com o contexto da obra nao ficçao?

 No.1137

>>1136

A versão que tenho é editada pela Antígona. O livro é ligeiramente diferente do teu; tem mais textos. Mas não muito mais.

De qualquer modo, acho que está editado em inglês uma obra com todos os seus artigos publicados e ensaios. Não tenho a certeza, nunca fui verificar, mas julgo que existe. É preferível investir numa obra dessas que nestas, avulso, que eu e tu temos.

Eu trouxe Orwell para a minha biblioteca, pois a certa altura quis explorar o tema da pobreza. Sabia que Orwell abordara o tema em: ‘Na Penúria em Paris e em Londres’ e ‘O Caminho para Wigan Pier’. Comprei, lera, gostara. Acabei por adquirir, posteriormente, a sua magnus opus: ‘1984’. Normalmente as pessoas iniciam-se em Orwell por aqui, eu fui o inverso. Como gostara de tudo o que fora lendo dele, acabei por adquirir ‘Por que escrevo e outros ensaios’ [que estou actualmente a terminar] e ‘Homenagem à Catalunha’ [ainda não li].

A ‘A Quinta dos Animais’ e os ‘Diários’ de Orwell estão na lista para futuras compras.

 No.1138

>>1137

Ah, e 'Dias Birmaneses' que fora editada o ano passado. Tenho mais curiosidade em ler esta obra que as outras duas referidas acima.

 No.1150

Alguém tem Goodreads ? Para que usam ?

>eu

>fazer uma lista organizada de livros que já li e tê-la sempre à mão

 No.1151

>>1150

Uso antes a LibraryThing.

 No.1154

>>22
Acaso ontem vi o "Running: Muito mais do que correr" que este anon fala.
Vi-o num supermercado. Os livros de supermercado costumam ser merda, certo ? Pelo menos os de ficção

 No.1155

>>1135
E este anon inspirou-me a criar a minha própria biblioteca. Acaso alguém tem algum conselho ?

 No.1156

>>1155

Não é propriamente uma coisa para a qual se criam 'orientações'. Simplesmente vai comprando livros. Hoje tens um; amanhã dois; daqui a um ano já podes ter centenas. Vai comprando, vai lendo. E assim vais criando uma colecção / biblioteca pessoal de acordo com os teus gostos. Melhor ainda, vais poder aperceber da maneira como o teu gosto literário vai-se modificando à medida que envelheces e adquires mais livros.

Uma coisa que podes fazer é aderir a um site que permita catalogar os teus livros: introdução de dados dos livros de forma manual; automática; é conforme o teu desejo. Tens sites como o LibraryThing e penso que o Goodreads faz o mesmo. Até podes usar a tua biblioteca para conhecer pessoas com bibliotecas semelhantes à tua. Uma espécie e LastFM (música) para livros.

Eu uso a LibraryThing, mas a componente social da mesma nunca foi grande coisa. Mas, também, nunca usei a mesma para isso, mas sim para ter um catálogo dos meus livros.

 No.1169

Literatura asiática, alguém recomenda algo? E livros sobre história de arte (pintura, nomeadamente)?

 No.1172

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>>1169
Só te posso recomendar a literatura chinesa que fala o livro >>44. Nunca li nenhum deles, mas ficam os títulos.

>Literatura asiática

Romance dos três reinos, Luo Guanzhong
É do século XIV

Os Livros que se seguem são de autores diferentes (estão categorizados por autor). Todos pertenciam à associação dos escritores de esquerda. Acho que têm forte carga política e ideologias de esquerda, mas se leres alguma coisa vais saber melhor que eu. Para perceberes o porquê de serem de esquerda, lembra-te que são anteriores ou contemporâneos à revolução comunista chinesa.
Tens de ver quando apanhares algum livro destes. Se aparecer o nome ao contrário é capaz de ser o mesmo autor. Isto acontece porque em chinês o apelido vem primeiro e só depois o nome próprio, de forma geral, mas se os nomes forem " ocidentalizados " podem aparecer de acordo com a nossa norma.

>Lu Xun ( Pai da literatura moderna chinesa )

Não fala em nenhuma obra em específico, mas fica o nome se quiseres procurar algo

Ba jin
>Torrente
Trilogia. Livros : Família, Primavera, Outono. Não existe em português mas há em inglês e outras línguas.
O família é de 1931 e é uma grande obra chinesa, tal como o Guerra e Paz é uma grande obra russa.
Denuncia os horrores de uma sociedade petrificada numa espécie de sacraidade feudal, em que o patriarca decide o destino de toda a família, nos anos 20.

>Noites Gélidas

Debilitada descrição do calvário de um tísico numa China decadente, que vive o último ano de guerra.
Só tem três personagens : um homem a sua mulher e mãe dele..
Para escapar à invasão japonesa refugiam-se em Chingching.
É tudo simples e anti-heróico e faz incidir penosamente uma luz sobre uma realidade que é a de ontem.

Lao she
>O Rapaz de riquexó
clássico da literatura moderna chinesa
Traduzido em 13 línguas
Um miserável puxador de riquexó que trabalha desalmadamente para pôr de parte algum dinheiro, comprar um riquexó e assim passar a ser um pequeno patrão.
>Chuo Tzu Yeh
( Pelo nome, não deve ter tradução, mas não tenhas medo de procurar por ti próprio, anon )
Trata da vida dos estudantes da juventude revolucionária de 1920-30.
Pica relatada é um excerto deste livro.

>O velho boi e a carroça

Lao she fala do seu modo de escrever: explica que quis tentar descrever uma paisagem ou um qualquer fenómeno da natureza usando uma linguagem de carregador de riquexó.


Outros : ( referidos durante o livro que falei antes )
>Papapa de Han Shaogong
É a história sobre um parvo de aldeia

Na minha biblioteca tenho um livro chamado " The Iron Tree ", do autor Martin Booth. O Autor nasceu e cresceu em Hong Kong e isso vê-se de certeza naquilo que escreve, mas deve ter também bastante influência ocidental. O Livro não é nada de mais, mas tem coisas interessantes ( Por ex, a certa altura um homem cai ao rio e os chineses em vez de o tentarem salvar, começam a fazer barulho para afugentar dragões que possam vir ter ao pé do homem. O coitado depois afoga-se.). O livro passa-se nos tempos da "Boxer revolution".

Isto é tudo o que te posso dar anon sobre literatura asiática.
Se queres livros sobre história da arte vai a uma biblioteca ( especialmente de uma universidade ) e procura por uma secção com esse nome. Sei que onde eu ando tem. E divide-se ainda em subsecções.

 No.1252

Procuro livros que nos façam chorar de tão tristes; dramáticos; intensos.

 No.1265

/c/aralhos apetece-me ler algo sem ser ficção.
O que aconselham?

 No.1267

>>1265
a republica, wealth of nations, the missionary position

 No.1268

>>1265
A Longa Marcha de Andrew McEwen e Ed Jocelyn

 No.1273

>>1265
Gaia Ciência

 No.1278

Só ao fim de cinquenta anos é que se pode revelar a lista de nomes que estiveram a concorrer ao prémio Nobel (literatura, neste caso).

Podem consultar a lista de nomeados (e quem os nomeou) entre 1962/66:

https://www.nobelprize.org/nomination/literature/

E aqui a partir de 1901:

https://www.nobelprize.org/nomination/archive/list.php

Pode interessar a quem desejar explorar 'novos' autores.

 No.1300


 No.1323

Finalmente terminei a 'Homenagem à Catalunha', do Orwell. Ando numa fase de leitura lenta. Livro a ler, agora, é o 'Homem em queda', Don DeLillo (primeiro livro que leio dele), que estava para ser lido há algum tempo.

 No.1329

Estou a ler a Gaia Ciência
Depois vou ler o Guerra e paz
A seguir acho que vou ler os lusíadas.
Já alguém leu os lusíadas de ponta a ponta ? Parece ser interessante, família

 No.1330


 No.1334

>>1330
Esse artigo está fora de prazo, anon. Já há muito que acabou essa oferta

 No.1337

>>1334
Pois claro, deve ser por isso que ainda no outro dia comprei a Visão com a Metamorfose, de Kafka.
Vai aprender a ler, negro.

 No.1338

>>1337
>no outro dia
>vai aprender a ler
foda-se
lol

 No.1339

>>1338
Ainda estás a dar em autista?

 No.1340

Costumam ler a que horas e em que ambiente? Quero voltar a ler mas demoro a entrar na cena, e quero reter a informação.

 No.1342

>>1340
Depois do jantar, no meu quarto.
No início sentava-me à secretária mas depois comprei uma poltrona

 No.1343

>>1340

De manhã cedo, se tiveres possibilidade (na cama ou sofá), ou à noite, antes de ir dormir. Tenta ler sem pressa. Hoje em dia parece que andamos sempre a correr para tudo e mais alguma coisa; consumindo tudo a alta velocidade; como se fosse uma eterna corrida. Lê as coisas lentamente, tentando apreciar. Eu digo isto mas costumo ler rápido, um hábito ganho na faculdade (imensas bibliografias para consumir em pouco tempo).

Eu estava a tentar ler >>1323 o 'Homem em queda', Don DeLillo, mas parei. Julgo que é a terceira vez que tento ler este livro. Não sei se é do estilo do autor ou da qualidade da tradução, mas acabo sempre por me fartar; achar confuso a forma como está escrito. Ou pode ser falta de paciência. Ando outra vez numa fase de 'reader's block'; inquieto; ansioso. Não consigo ler durante muito tempo e disperso-me. Não obstante esse facto, parei de ler o DeLillo e fui ler antes um clássico: Eneida, Virgilio. Até agora está a correr bem.

 No.1346


 No.1350

>>1343
>>1342
Obrigado manos, estou a tentar ler o mito de sísifo e aquilo troca-me todo, chavões atrás de chavões, também quero ler o "Um, Ninguém, Cem Mil".

 No.1352

File: 1492189347400.jpg (28.85 KB, 323x500, 41BWH5V5KRL.jpg) ImgOps Exif Google iqdb

>>19
Among The Thugs - Bill Buford

Sobre a cultura de Hooliganismo Inglesa dos anos 80/90.

Ao contrario do que diz na foto, o homem escreve mal como o diabo, mas basicamente confirma algo que já desconfiava, os Ingleses são uns sociopatas filhos da puta.

 No.1353

>>1350

Tudo o que remete para épicos; clássicos gregos; e afins; tem de ser lido com muita calma. Há sempre muitas referências e o leitor perde-se.

 No.1358

Qual é a melhor edição dos Lusíadas?

 No.1365

>>1353

Mas existe algum site ou assim onde eu depois de ler o livro possa ver o breakdown do livro? Para ajudar na percepção de algumas coisas ou apontar para referências e partes importantes que não tenha apanhado?

 No.1366

>>1365
Muitos livros trazem um breakdown na introdução, Op. A Iliada que li trazia, por exemplo. Muitas vezes também conta a história do texto.

Mas como nem todos os livros têm isto, trouxeste um conceito interessante para a mesa, anon


isto é uma ideia interessante. Se houver

 No.1367

>>1366
Fds eu a pensar que já havia, é uma espécie de resumo/review, como existe por exemplo com filmes, do género, em parágrafo x quando ele diz y refere-se a z, e por aí devem haver coisas que depois vão ligar à vida do autor e tal, mas é difícil e profundo, se bem que em comunidade fazia-se…

 No.1368

>>1367

Por incrível que pareça, a Wikipédia, por vezes, dá o mote geral para os capítulos (no que diz respeito a obras clássicas, épicos).

 No.1369

>>1367
Há outros livros sobre isso, também. Mas acho que os vais encontrar mais em bibliotecas mais científicas ( ex: universitárias). Muitas vezes não estão em português, se isso for um problema.
Se o quiseres fazer, só tens de procurar no catálogo online da biblioteca científica mais próxima.

 No.1370

>>1369
( só se aplica a grandes obras )
De resto, se quiseres opiniões sobre livros, basta procurares em qualquer rede social. Assim que ultrapassares todo o azeite que lá vais encontrar, até encontras factos porreiros sobre os livros nas reviews

 No.1386

Alguma colecção com as biografias dos reis de Portugal? Temos uma história vastíssima e toda mal explorada no plano editorial.

 No.1387

>>1386
De novo, vai à biblioteca mais próxima e procura na secção disso. De certeza que há lá alguma coisa, pode é não ter o nome que esoeras que tenha.

 No.1391

>>1386
Círculo de Leitores. Deve haver numa biblioteca decente.

 No.1396

>>1370
Algum grupo/página em específico?

 No.1397

>>1396
No facebook não sei. Deve ser mais complicado e precisas de alguma sorte porque é focado nas pessoas.
Vejo muitas opiniões boas no GoodReads, mas não tenho a certeza se são aquilo que procuras. E tens de criar conta, também.

 No.1398

>>1397
Obrigado mano.

Há algum livro de desenvolvimento pessoal que valha a pena? Tipo o melhor que já leram do género.

Cumps

 No.1399

>>1398
Qualquer livro é de desenvolvimento pessoal porque é uma experiência

 No.1402


 No.1405

>>1402
Parece mesmo. Ainda por cima estou à espera de um e-reader e temia que não houvesse livros em português de portugal suficientes.
Obrigado anon

 No.1407

>>1402
>>1405
Por acaso, a marca do e reader que comprei disponibiliza 1000 livros grátis. A maior parte está em espanhol. Mas também tem alguns em português e inglês. Se conseguir criar uma lista a partir do nome dos ficheiros posto aqui. Até posso deixar o link para a coleção completa

 No.1409

>>1407
Aqui está a lista dos meus livros eletrónicos :
https://pastebin.com/DKhGcazr

Muitos estão em espanhol, mas não é muito difícil de ler porque nunca li nenhum

 No.1410

>>1409
Aqui está o link para download da coleção completa : http://wolderelectronics.com/soporte/biblioteca-esencial

 No.1503

Oi lokos digam aí livritos de fantasia manhosa para um gajo ir lendo no comboio e poder parar a meio de um capítulo ou quando calhar o fim da viagem sem ficar com grande pena

cumps

 No.1505

>>1503

Bíblia.

 No.1506

>>1505
Cuidado com essas bordas manolero

 No.1507

>>1503
qualquer coisa das crónicas de nárnia

 No.1508

>>1507
Já li essa bodega toda quando era mais novo

 No.1509

>>1508
Kingkiller Chronicles. Começas com o Nome do Vento. Quando ainda lia cenas do género gostei bastante.

 No.1518

>>1509
Gracias manolo, vou experimentar

 No.1732

Livros sobre a guerra civil americana?

 No.1744

Recomendações de livros focados na política nacional?

 No.1745

>>1744
"Contos Proibidos" do Rui Mateus um dos fundadores do PS.

 No.1748

>>1744
>>1745

Pelos vistos é fodido arranjar cópia física. Aqui têm:

https://tretas.org/ContosProibidos

 No.1749

>>1748
A fundação Mário Soares comprou uma edição ou lá o que foi.

 No.1777

Vocês não andam a ler nada, caralho. Este fio já não é o que era, foda-se.

Toca a ler e a recomendar, foda-se.

 No.1779

>>1777
fdx mano não tenho tempo

>ainda não comecei o Catch22 que comprei há meses

>ainda nem abri o Lição de Anatomia do Roth

fdx, chego a casa do trbalho, janto e se tento ler uma página adormeço imediatamente.

 No.1780

>>1777
A última coisa que li foi "Coreia d o Norte, A Realidade", entretanto mandei vir Prisioneiras da Geografia, Direito a Ofender e Sapiens, de Animais a Deuses.

 No.1781

File: 1505754957164.jpg (20.7 KB, 407x299, stolenwallet0001.jpg) ImgOps Exif Google iqdb

>>1777
OP aqui, vi o fio na segunda página e acabei por ficar desmotivado. Esqueci-me completamente que o fio existia e vim ao /c/ por engano. Obrigado por reviveres o fio.
Desde a última vez que postei ( >>1410 ) li:
>A gaia ciência, Nietzsche
Achei fácil de ler, mesmo sendo um livro de filosofia. Isto porque acho que o livro está bem partido. Tem parágrafos pequenos sobre vários assuntos. É muito interessante
>As crónicas de Nárnia:O Cavalo e o seu Rapaz, C.S Lewis
Li quando era miúdo e reli em Junho. Nada por aí além.
>A Guerra da África, Julio Cesar
Tirei da loja do Kobo de graça. É um livro muito bom, gostei muito de ler. É sobre a parte da guerra civil romana passada em África
>Pornland: How Porn Has Hijacked Our Sexuality, Gail Dines
De novo, muito interessante, mas acho que muita gente no chan não ia gostar. É praticamente uma leitura feminista. Faz uma leitura sociológica dos efeitos da pornografia e como a sexualidade de jovens e adultos é afetada pela sua popularidade. Também conta a história de como a pornografia se tornou um elemento normal do quotidiano.
>Cyanide And Happiness: I'm Giving You The Finger
Não há muito a dizer aqui. É só um livro com 150 tirinhas Cyanide & Happiness. Tem a sua piada e lê-se em menos de 2 horas. Pica é uma das tirinhas do livro
>A Família que foi para a guerra
Outro que veio grátis da loja da Kobo. Pensei que ia ser um romance merdoso pela descrição ( que dizia que o livro era sobre uma família que teve seis jovens na primeira guerra mundial - irmãos e primos ) mas era antes um livro histórico. Não tem nada de mais, mas foi interessante de ler, ao contrário de muitos livros
>A Genealogia da moral: além do bem e do mal
Comecei a ler porque uma pesquisa anterior me falou deste livro como muito interessante. Algumas das ideias que apanhei eram-no, mas 70 a 80 % do livro passou-me ao lado.
É bom ter um e-reader por isso. Arranjei o livro grátis na project gutemberg e pude ler sem maiores chatices
>The Secret Lives of INTJs, Anna Moss
Alguns meses antes de começar a ler, tinha feito o teste de personalidade de Myers Briggs ( https://www.16personalities.com/free-personality-test ) e achei interessante como bastantes padrões comportamentais meus foram atribuídos ao meu tipo de personalidade. Comecei a pesquisar sobre o assunto e meses depois encontrei este livropor acidente ( também on-line, mas não na gutenberg ). Acho que é fantástico ver como os tipos de personalidade são descontruídos e penso que leituras deste género são importantes numa ótica de auto-conhecimento, auto aceitação (não que tenha problemas com isso, mas acho reconfortante saber que há mais gente como eu) e para nos compreendermos uns aos outros ( sempre achei que era estúpido as pessoas dizerem-me que estava muito a pensar muito à frente. Afinal de contas, este é um traço do meu tipo de personalidade e aquilo que me diziam é também um traço de outro tipo de personalidade. Não é que alguém esteja errado, antes lidamos com situações de maneiras diferentes)
Mas como é de esperar, o livro generaliza muito e peca por isso. Também perde a maior parte da tinta a falar de personagens de livros e séries e a discutir se estes são ou não INTJs e isso acaba por ser repetitivo e chato.
>O processo, Franz Kafka
É sobre valorizado. Não achei que tivesse uma estória muito boa, mas antes enfadonha. Mas tem aspetos muito bons : as representações das personagens (o advogado como o gajo chato com a mania, o artista como alguém interessante, o facto de os burocratas pouco se importarem com o constrangimento que causam, e outros) e as críticas à burocracia feitas de forma implícita. Mas admito que não gostei muito.

A Ler agora:
>Problemas de Português com soluções, Helena Rebelo
A autora do livro compilou erros ortográficos, morfológicos, semânticos e de sintaxe cometidos num título de imprensa e analisa-os, propondo soluções. Fá-lo de forma simples e compreensível. Na nota introdutória diz-se que o livro foi feito para que qualquer pessoa de qualquer idade pudesse ler e não falha nisso. Comecei há poucos dias mas acho que vai ser uma leitura muito enriquecedora.

>Para ler no futuro

>Guerra e paz
Já tem muito desde que quero ler. Só ainda não li porque não me encontrava na melhor situação para o fazer, mas acho que vou começar assim que acabar este que estou a ler agora.
>Complete Chess Course, Fred Reinfield
Sempre gostei de Xadrez mas nem sempre fui o melhor. Fiz download deste livro por torrent - novamente, encontrei-o sem querer - e tenho interesse em lê-lo.
O que me preocupa é que me parece ser um livro grande. O .epub tem mais de 500 páginas. Não se algum dia vou ler, porque talvez prefira ler outros. Mas ainda tenho que ver.


Há outros que quero ler ( tenho mais ou menos 20 no meu to-read) do goodreads, mas não vou por aqui todos ( pelo menos neste post) mas entre eles estão a Odisseia ( sou fã de poesia Homérica) Maravilhoso mundo novo ( que parece uma distopia à lá 1984), e o Estrangeiro de Camus ( há seis meses li o Mito de Sísifo e vim a saber que o Estrangeiro é quase a mesma coisa, mas em forma de Romance, e acredito que isso me daria uma compreensão mais aprofundada do que é ser o homem absurdo.


Alguém teria interesse em fazer troca de livros por correio ?

 No.1788

Como é que ficam a conhecer novos livros danones ? Que tipos de livros costumam ser ? Vomo é que os adquirem ?

 No.1794

Que acham dos ensaios da fundação, danones ?

 No.1805

>>1794
Olha maninho, tenho-os todos.
Aquilo é barato e de vez em quando em quando são extremamente interessantes e geralmente muito bem escritos. Costumo comprar quando vou ao PD e levo-o para ler no metro para o trabalho.
Claro que existem sempre uns quantos intragáveis, mas no geral aquela merda é das melhores iniciativas privadas para o bem geral e conhecimento do país.
Não te esqueças dos retratos da fundação se o assunto te interessar, conseguem ser mesmo muito bons. Adorei o dos Lobos "Malditos" o "Guardas das Passagens de Nível" e "Os últimos Marinheiros". Os retratos, ao contrário dos ensaios, são narrações e histórias reais sobre um tema qualquer. Cumps.

 No.1807

>>1805
publicação de qualidade

 No.1822

Bons livros editados ao longo deste ano?

 No.1837

A minha namorada fez anos na quinta feira e dei-lhe como presente A Metamorfose do Kafka
Vou lê-lo enquanto ela o lê. Já três páginas e já me parece interessante

 No.1840

>>1822
Tem sido best seller o Sapiens: Uma Breve História da Humanidade

Mas depois fui pesquisar e vi que não foi editado este ano, mas em 2014

 No.1854

Estou a ler o the manipulated man. Aconselham algum depois deste?

 No.1855

>>1854
no mesmo estilo, mas mais atualizado e mais objetivo

"The Rational Male – Preventive Medicine, Rollo Tomassi"

Consegues sacar bem em pdf da net, mas não versão em PT

 No.1856

>>1855
Em pt não há nada?
Não me aguento em inglês com um livro (uma vergonha, eu sei)
Entrava a querer ler o on desire mas mais uma vez não há edição em pt. Pelo menos eu não encontrei pelas internetes

 No.1864

>>1856
>Não me aguento em inglês com um livro (uma vergonha, eu sei)
É uma questão de hábito, maninho.
Olha, começa pelo "O velho e o mar" do Hemingway, visto que é curto e se calhar já o leste na escola, e vais perceber o quão merda é a tradução.

 No.1866

>>1856
Eu sei que é deprimente, mas com a exceção de best sellers camones, as editoras portuguesas só pegam em merdices que não interessam a ninguém, a não ser claro aos editores.
Para se estar a par do que se passa é necessário ler bem em inglês..e ter a presença de espírito para não interpretar tudo literalmente e fazer a devida relativização cultural.

 No.1867

>>1781
Muito bom, obrigado pelo post

 No.1868

>>1867
Desde esta altura li:
>O Príncipe, de Maquiavel
>Da Ditadura à Democracia, Gene Sharp
>A Quinta dos Animais, George Orwell
>A metamorfose, Franz Kafka
Também comecei um livro da Fundação Francisco Manuel dos Santos da época em que eles os estavam a oferecer
>Sobre a Morte e o Morrer, Walter Osswald
Esta coleção parece-me que tem alguns temas interessantes, embora ache que fui demasiado imaturo para apreciá-los, e são bastante baratos para o que parecem trazer : 3,15€ no Pingo Doce, na loja do Kobo são 2,49€ O problema é que costumam ter uma disposição física terrível. As letras são demasiados pequenas, mas percebe-se. É para poupar papel e fazer o livro mais fino e isto tudo para ajudar a vender. ( o que pode ser ou não justo, mas enquadra-se nos objetivos da fundação)

 No.1869

>>1866
Em geral, acho que estou de acordo contigo. A maior parte dos livros traduzidos são best sellers americanos, e muitas vezes são romances que não são nada por aí alé, além dos maos populares que já têm uns anos.
Acho que se fores ao Continente, a maior parte dos livros que encontras mostra isto. Mas acho que também têm alguns livros interessantes por lá.

 No.1879

Boas pessoal, daqui a nada sai o Oathbringer para a malta que ainda não chegou aos 50 anos e ainda pode ler cenas que não sejam grandes clássicos da filosofia do século XVIII.

 No.1880

>>1879
Vi algumas sínteses. Não parece ser muito interessante.

Kels cumpz

Mais uma coisa
>começar uma posta por Boas pessoal

 No.1881

>>1880
Boas pessoal é infinitamente mais patrício do que chunguisse irónica.

 No.1882

>>1881
És youtuber ou quê ?
Então não digas boas pessoal

 No.1945


 No.1946

>>1945
Parece ser interessante, mas tem ar de ser demasiado /pol/aco.
Não parece ser polifónico, mas não é por isso que deixa de ser desinteressante.

 No.1947

Nestou momento estou a ler:

O filósofo e o Lobo, Mark Rowlands
Conta a sua vida durante os 11 anos em que teve um lobo como animal de estimação

As Nuvens, de Aristófanes
Um velho endividado por causa do filho vai tentar aprender retórica na escola de Sócrates. Quando não consegue, envia o seu filho no seu lugar

 No.1954

Fome, de Knut Hamsun

Ainda não comecei a ler mas já estou a ver prefácios dr várias edições. Parece ser sobre um escritor que chega a uma cidade e tem de escrever para comer, mas tem de comer para escrever.

 No.1958

>>90
Sobre isso há li Os Empregados de Siegfried Kracauer, é curto e bom.

 No.1989

>>1954
Do Knut só li o Pan, e gostei qb.

 No.1990

>>1989
Esta tem sido uma leitura bastante interessante, na verdade. É sobre a necessidade e seus efeitos sobre o ser humano.

 No.2068

Acabei há uns dias de ler o Siddartha, do Herman Hesse
Acho que é um livro com pontos de vista muito interessantes sobre o saber. Se bem que ao ir ver uma análise na Internet, reparei que muitas relações ficaram por ver. Dá que pensar: será que foi o livro que não foi claro o suficiente, ou eu que não estou habituado a tópicos do género?


Comecei agora a Odisseia ( a tradução do Frederico Lourenço) e está a ser muito bom, embora só vá no início do Canto III.


Acho que depois deste vou ler 'Getting Off: Pornography and the End of Masculinity'. Já li literatura anti-porn, mas foi de um ponto de vista feminista. Este acho que será diferente.



E vocês, danones, que andam a ler?

 No.2069

>>2068

E que achaste dessa literatura anti-porn danone? Útil? Conta aí algumas conclusões que tenhas tirado de lá.

Eu estou a ler o "Leaves Of Grass" do Walt Whitman e "A Cultura-Mundo" do Gilles Lipovetsky e do Jean Serroy.

Também tou pra ler o "Siddartha" há demasiado tempo, achas mesmo que vale a pena lê-lo ou mais vale cagar naquilo?

Cumps e boas leituras.

 No.2070

>>2068
Comprei ontem o Humus do Raul Brandão.
Não faço a mínima de onde me vou meter, não conheço nada dele.

 No.2072

>>2069
>Também tou pra ler o "Siddartha" há demasiado tempo, achas mesmo que vale a pena lê-lo ou mais vale cagar naquilo?
Não sou esse anon mas não, não cagues no livro. Mesmo que não fiques fã, é um bom livro.

 No.2073

File: 1517244357713.epub (290.05 KB, Pornland - How Porn has H….epub)

>>2069
>E que achaste dessa literatura anti-porn danone? Útil? Conta aí algumas conclusões que tenhas tirado de lá.

Achei muito bom. Dá a conhecer muito do que acontece para além das câmaras. Coloca certas partes da indústria em perspectiva. A tese principal do livro é a de que a pornografia está a roubar a sexualidade das pessoas e isso não é bom. O problema principal que daí resulta é o de se procurar imitar aquilo que se vê na pornografia, o que contribui para a degradação da condição feminina. Isto porque na pornografia as mulheres são representadas como meras escravas sexuais, que só servem para dar prazer ao(s) homem(ns). Daqui surgem problemas nas relações, na compreensão da realidade, nos hábitos sexuais de cada um, entre outros.

Acho que não me expliquei muito bem, pois acho que me estou esquecer de muitos detalhes, mas aquilo é o núcleo do livro.E m todo o caso deixo-o aqui. Está em .epub, mas podes sempre convertê-lo para .pdf se te der mais jeito.



>Também tou pra ler o "Siddartha" há demasiado tempo, achas mesmo que vale a pena lê-lo ou mais vale cagar naquilo?

Ver: >>2072
É um livro muito bom, especialmente sobre introspecção. Só achei um bocado difícil de analisar, e fiquei até surpreendido com o que me passou ao lado quando fui ao Sparknotes.
Além disso, também é um livro curto. A edição que li tinha pouco mais de 150 páginas.



>>2070
Nunca ouvi falar do Raul Brandão

 No.2074

>>2073
Ah, e que falta de inteligência. Devia ter visto o índice antes deste post. Um assunto muito interessante que o livro também trata é o progresso da pornografia, desde a fase de taboo até se tornar comum. Também fala um pouco dos efeitos da pornografia sobre o homem, racismo e crianças.
A autora é uma ativista anti-porn e andou em palestras por várias universidades norte-americanas, durante as quais fez inquéritos a estudantes e aqui tens as conclusões que ela tira.

 No.2075

>>2070
Fica com isto, caso gostes
https://www.luso-livros.net/autor/raul-brandao/

A propósito, compraste esse livro numa livraria grande ? Tipo Bertrand ou Fnac ?

 No.2076

>>2074
>também fala um pouco dos efeitos da pornografia sobre o racismo

ah? o que é que a pornografia e racismo fazem na mesma frase

 No.2077

>>2075
Népias. Compro sempre na minha livraria de esquina do jardim da parada de campo de Ourique :3

Quando chegar a cada leio esse link.

Por acaso já tinha ouvido falar do Raul Brandão, mas não conheço nada de nada dele, até que ontem apanhei uma conversa na rádio (por causa do centenário) e fiquei muito, muito intrigado e desejoso de ler este livro. Espero que não desiluda.

 No.2078

>>2076
Fica com este excerto do livro
>Consider the August 2007 release of Long Dong Black Kong, which caused quite a stir in the porn industry with charges of racism for using the word Kong to describe the black male performer. Invoking the “only a joke” defense, Peter Reynolds, vice president of Adam and Eve, the movie’s distributor, recommended that “we should all not take ourselves so seriously,” as the “name is totally innocent.”1 Given the overtly racist titles of recent porn movies that feature black men—Hot Black Thug, Black Poles in White Holes, Huge Black Cock on White Pussy, and Monster Black Penises—the Long Dong Black Kong title does, at first glance, seem fairly tame by comparison. However, by referring to black men as monsters, this movie came too close for comfort for many porn producers. It exposed what the porn industry would prefer to keep below the surface—that black men are routinely depicted as monstrous in their uncontrolled desire for white women
>In porn, women of color are generally relegated to gonzo, a genre that has little glamour, security, or chic status. Here women have few fan club Web sites, do not make it to pop culture, and have to endure body-punishing sex. But while the sex acts are typical gonzo, the way the written text frames the sex is unique as it racializes the bodies and sexual behavior of the performer. In all-white porn, no one ever refers to the man’s penis as “a white cock” or the woman’s vagina as “white pussy,” but introduce a person of color, and suddenly all players have a racialized sexuality, where the race of the performer(s) is described in ways that make women a little “sluttier” and the men more hypermasculinized

>>2077
Tenho pensado em montar a minha própria biblioteca, mas a ideia com que fico quando vou à Bertrand e à Fnac é que são livros muito comerciais, talvez uma livraria mais pequena resolvesse o problema.

O link tem alguns dos livros em versão digital gratuita. Pode ser interessante para ti.

Em que estação de rádio ouviste falar nele ? Por acaso, foi na antena 2 ? Muitas vezes, ouço lá recomendações ( fica a dica )

 No.2079

>>2076
>ah? o que é que a pornografia e racismo fazem na mesma frase
Outro anão, mas imagino o que seja. Muitas actrizes recusam-se a fazer interracial pois isso estraga a imagem delas. Aliás, pornografia interracial é daquelas coisas que não é muito lucrativa mas que misteriosamente continuam a produzir. Basta ver a lista de parceiros da Pornhub e como aparentemente do nada Blacked tornou-se o site #1. Muito que se lhe diga e conspiradices à mistura.

 No.2080

>>2078
Não, foi no PBX da Radar.

 No.2081

>>2078
Já me esquecia.
É complicado o negócio das livrarias. Eu compro lá porque gosto do dono e das suas estórias. Mas bem vistas as coisas era mesma coisa que ir a uma grande superfície, já que quando não têm o que quero, encomendam e num dia ou dois tenho o livro.

Ou seja, ou tens alguma coisa que faça as pessoas quererem comprar no teu local, ou então é complicado lutar contra as grandes superfícies.

 No.2082

>>2081
Acho que também é uma sensação diferente, já que tens essa relação com o dono da livraria, não ? Suponho que a experiência seja incrivelmente diferente.

Também nunca comprei nenhum livro numa papelaria. Nunca li muito até há uns dois ou três anos, e o que tenho feito é
>bibliotecas
>download
Embora poupe dinheiro, não construo uma biblioteca física. Se um dia o disco rígido do meu computador pifar ( que acho que é mais provável que um incêndio ou inundação), lá se vai tudo o que tenho.
Também faço assim porque comprei um Kobo e acho que é super agradável de usar. Por vezes, até é mais confortável que um livro.

 No.2083

>>2082
Ya, o kobo é brutal, tb tenho um. Mas uso mais quando estou fora de casa. Em casa gosto de ler o livro físico.

Quanto a perder as coisas do disco, isso não faz sentido, qq conta de Google drive te faz um backup de 15G. Se não chega inventa mais uma conta.

Quanto a ir à livraria, ya, é diferente, mas pessoalmente acho que tens de ter sorte, já que a maior parte dos empregados lêem pouco, parece-me. Não que eu leia muito, mas alguns parecem todos atrapalhados com perguntas simples.
O interessante são mesmo os donos que têm a livraria por carolice, que sempre leram muito, que conhecem pessoalmente os autores etc.
Por exemplo, a livraria que falei é interessante também por causa da parte "escondida" que funcionava antes do 25 de Abril. Devido a isso o homem conheceu muitas pessoas interessantes etc. Ou seja, há ali uma história qualquer com aquele sítio, que me atrai, e me faz não importar se tenho de esperar mais um dia por um livro. Depois vou lá, dois dedos de conversa e vou para o jardim ler. É um hábito mensal, mais ou menos. Gostava que fosse mais vezes, mas os livros são muito caros para o bolso português.

 No.2084

>>2083
>
Quanto a perder as coisas do disco, isso não faz sentido, qq conta de Google drive te faz um backup de 15G. Se não chega inventa mais uma conta.
Sim, realmente, é uma ideia muito boa e devia procurar fazê-lo.

>Quanto a ir à livraria, ya, é diferente, mas pessoalmente acho que tens de ter sorte, já que a maior parte dos empregados lêem pouco

Também tenho esta impressão, embora nunca tenha falado com nenhum

>O interessante são mesmo os donos que têm a livraria por carolice, que sempre leram muito, que conhecem pessoalmente os autores etc.

Por exemplo, a livraria que falei é interessante também por causa da parte "escondida" que funcionava antes do 25 de Abril. Devido a isso o homem conheceu muitas pessoas interessantes etc. Ou seja, há ali uma história qualquer com aquele sítio, que me atrai, e me faz não importar se tenho de esperar mais um dia por um livro. Depois vou lá, dois dedos de conversa e vou para o jardim ler. É um hábito mensal, mais ou menos.
Boa história danone.

>Gostava que fosse mais vezes, mas os livros são muito caros para o bolso português.

Também tenho essa impressão. Aposto que o máximo que eu conseguiria fazer era por exemplo um livro por mês.
Mas acho que também é culpa do pessoal das editoras, que só veem €€ à frente. Já vi uma edição do Dom Quixote a 40€. O livro já nem tem direitos de autor.

 No.2090

Eu cá prefiro aquele em que o Asterix foi para o Egipto.

 No.2092

>>2090
Esse é muito bom.

Anon do "Humus" aqui.
Ainda não li muito, mas isto é indescritivelmente bom até agora.
A maneira como acelera e pausa o ritmo, as imagens e metáforas geradas… é maravilhoso.

 No.2093

>>2092
Muito bem. Tens interesse em aprofundar com citações aquilo que dizes ?

 No.2094

>>2093
>Debaixo destes tetos, entre cada quatro paredes, cada um procura reduzir a vida a uma insignificância. Todo o trabalho insano é este: reduzir a vida a uma insignificância, edificar um muro feito de pequenas coisas diante da vida. Tapá-la, escondê-la, esquecê-la. O sino toca a finados, já ninguém ouve o som a finados. A morte reduz-se a uma cerimónia, em que a gente se veste de luto e deixa cartões de visita. Se eu pudesse restringia a vida a um tom neutro, a um só cheiro, o mofo, e a vila a cor de mata-borrão. Seres e coisas criam o mesmo bolor, como uma vegetação criptogâmica, nascida ao acaso num sítio húmido. Têm o seu rei, as suas paixões e um cheirinho suspeito. Desaparecem, ressurgem sem razão aparente de um dia para o outro num palmo do universo que se lhes afigura o mundo todo. Absorvem os mesmos sais, exalam os mesmos gases, e supuram uma escorrência fosforescente, que corresponde talvez a sentimentos, a vícios ou a discussões sobre a imortalidade da alma.
>As paixões dormem, o riso postiço criou cama, as mãos habituaram-se a fazer todos os dias os mesmos gestos. A mesma teia pegajosa envolve e neutraliza, e só um ruído sobreleva, o da morte que tem diante de si o tempo ilimitado para roer. Há aqui ódios que minam e contraminam, mas como o tempo chega para tudo, cada ano minam um palmo. A paciência é infinita e mete espigões pela terra dentro: adquiriu a cor da pedra e todos os dias cresce uma polegada. A ambição não avança um pé sem ter o outro assente, a manha anda e desanda, e, por mais que se escute, não se lhe ouvem os passos. Na aparência é a insignificância a lei da vida; é a insignificância que governa a vila. É a paciência, que espera hoje, amanhã, com o mesmo sorriso humilde: — Tem paciência — e os seus dedos ágeis tecem uma teia de ferro. Não há obstáculo que a esmoreça. — Tem paciência — e rodeia, volta atrás, espera ano atrás de ano, e olha com os mesmos olhos sem expressão e o mesmo sorriso estampado. Paciência… paciência… Já a mentira é de outra casta, faz-se de mil cores e toda a gente a acha agradável. — Pois sim… pois sim.

 No.2095

>>2094
Cabem aqui seres que fazem da vida um hábito e que conseguem olhar o céu com indiferença e a vida sem sobressalto, e esta mixórdia de ridículo e de figuras somíticas. Mora aqui a insignificância, e até à insignificância o tempo imprime carácter. Mora aqui, paredes meias com a colegiada, o Santo, que de vez em quando sai do torpor e clama: — O inferno! O inferno! Mora um chapéu, uma saia, o interesse e plumas. Moram as Teles, e as Teles odeiam as Sousas. Moram as Fonsecas, e as Fonsecas passam a vida, como bonecas desconjuntadas, a fazer cortesias. Moram as Albergarias, e as Albergarias só têm um fim na existência: estrear todos os semestres um vestido no jardim. Moram os que moem, remoem e esmoem, os que se fecham à pressa e por dentro com uma mania, e os que se aborrecem um dia, uma semana, um ano, até chegar a hora pacata do solo ou a hora tremenda da morte. Moram os que enriquecem no fundo das lojas, onde as fazendas petrificaram. Mora aqui o egoísmo que faz da vida um casulo, e a ambição que gasta os dentes por casa, o que enche a existência de rancores e, atrás de ano de chicana, consome outro ano de chicana. Moram na viela íngreme e cascosa, que revê humidade em pleno verão, velhas a quem só restam palavras, presas, alimentadas, encarniçadas, como um doido sobre uma coroa de lata que lhes enche o mundo todo. Mora de um lado o espanto e a árvore; do outro o absurdo. E todos à uma afastam e repelem de si a vida. Moram aqui a D. Engrácia e a D. Biblioteca. Mora aqui a Teles que passa a vida a limpar os móveis, só e fechada com os móveis reluzentes, talvez resto de um sonho a que se apega com desespero, e velhas só mesuras, só baba, só rancor. Ter uma mania e pensar nela com obstinação! Criá-la. Ter uma mania e vê-la crescer como um filho!… Mora aqui a D. Restituta, sempre a acenar que sim à vida, e a Orsula, cuja missão no mundo é fazer rir os outros. Todos os dias a morte os leva, todos os dias toca a finados. O nada a espera e a D. Procópia a abrir a boca com sono, como se não tivesse diante de si a eternidade para dormir, e a D. Felizarda a invejar as plumas da D. Biblioteca. Tudo isto se passa como se tudo isto não tivesse importância nenhuma; tudo isto se passa como se tudo isto não fosse um drama e todos os dramas, um minuto e todos os minutos. Mora aqui a D. Hermengarda e a D. Penarícia — mania! mania! mania! — hoje, amanhã, sempre — e a morte joga com a regularidade mecânica de um pêndulo. Toda esta gente usa a vida como quem usa uma ninharia. Aí vem a Adelina… A Timótea se tivesse de envenenar a vila, envenenava-a às pinguinhas. Há os que se gastam como quem gasta uma pedra sobre outra pedra. O Félix procurador não avança palavra sem dobrar a língua, e conserva no escritório, em rimas de papel cobertas de pó, a história da ganância, da vida e da morte de várias gerações. O severo Elias deixa morrer a mãe à fome e todos os anos dá contos de réis aos asilos. Regula a consciência como quem dá corda a um relógio. Dívidas são dívidas. Tem regras fixas. Para não ver o céu dobra-se sobre livros exatos: de um lado Deve, do outro Haver. O drama do Anacleto é um drama respeitável, um drama por partidas dobradas, na máxima ordem e no máximo escrúpulo. Cabem aqui dentro as velhas cismáticas, atrás de interesses, de paixões ou de simples ninharias, dissolvendo-se no éter, e logo substituídas por outras velhas, com as mesmas ou outras plumas nos penantes, com os mesmos ou outros ridículos, fedorentas e maníacas; os homens a quem se foram apegando pela vida fora dedadas de mentira, prontos para a cova — e o Gabiru e o seu sonho. Cabe aqui o céu e as lambisgoias com as suas mesuras, a morte e a bisca-de-três. E cabe aqui também uma velha criada, que se não tira diante dos meus olhos. Obsidia-me. Carrega. Obedece.

Serve as outras velhas todas. A Joana é uma velha estúpida.

Serviu primeiro na vila, serviu depois na cidade. Serviu um antropologista exótico, que fundira cem contos a juntar caveiras, e de quem a Joana dizia ao amolecer-lhe os edemas dos pés: — Este senhor é um 2° Camões! Serviu a D. Hermínia e a D. Hermengarda. Serviu com uma saia rota, as mãos sujas de lavar a louça, uma camisa, os usos e seis mil réis de soldada. Lavou, esfregou, cheira mal. Serviu o tropel, a miséria, o riso, que caminha para a morte com um vestido de aparato e um chapéu de plumas na cabeça. Para contar fio a fio a sua história bastava dizer como as mãos se lhe foram deformando e criando ranhuras, nodosidades, côdeas, como as mãos se foram parecendo com a casca de uma árvore. O frio gretou-lhas, a humidade entranhou-se, a lenha que rachou endureceu-lhas. Sempre a comparei à macieira do quintal: é inocente e útil e não ocupa lugar, e não vem primavera que não dê ternura, nem inverno sem produzir maçãs. A vida gasta-a, corroem-na as lágrimas, e ela está aqui tal qual como quando entrou para casa da D. Hermengarda. Faz rir e faz chorar. Os meninos borraram-na — adorou os meninos. Os doentes que ninguém quer aturar, atura-os a Joana. Já ninguém estranha — nem ela — que a Joana aguente, e a manhã a encontre de pé, a rachar a lenha, a acender o lume, a aquecer a água. Há seres criados de propósito para os serviços grosseiros. Por dentro a Joana é só ternura, por fora a Joana é denegrida. A mesma fealdade reveste as pedras. Reveste também as árvores.
É uma velha alta e seca, com o peito raso. O hábito de carregar à cabeça endireitou-a como um espeque, o hábito das caminhadas espalmou-lhe os pés: a recoveira assenta sobre bases sólidas. Parece um homem com as orelhas despegadas do crânio e olhos inocentes de bicho. É destas criaturas que dão aos outros em troca da soldada o melhor do seu ser, que se apegam aos filhos alheios e choram sobre todas as desgraças. E ainda por cima dedicam-se, aturam os meninos, e quando as mandam embora, porque não têm serventia, põem-se a chorar nas escadas. — É preciso escodeá-la — asseverou a D. Hermengarda quando lhe foi em pequena para casa. Escodeia-a. Noite velha e já ela bate de cima com a tranca no soalho, a chamá-la. — E não te servindo a porta da rua é a serventia dos cães. Mas ela apega-se. Nunca teve outra ama como aquela senhora. Venera-a. Anos depois diz das pancadas: — Merecia-as. Já não é preciso chamá-la: a Joana ergue-se num sobressalto, alta noite, noite negra, e dorme com um olho fechado e outro aberto. Velha, tonta, abre de vez em quando os olhos, põe o ouvido à escuta num movimento instintivo, à espera de uma imaginária ordem: ouve sempre a voz da D. Hermengarda a chamá-la.
Mal se compreende que depois de uma vida inteira, esta mulher conserve intacta a inocência de uma criança e o pasmo dos olhos à flor do rosto. Trambolhões, fome, o frio da pobreza — o pior — e, apesar de amolgada, com uma saia de estamenha, no pescoço peles, as mãos gretadas de lavar a louça, uma coisa que se não exprime com palavras, um balbuciar, um riso… Misturou à vida ternura. Misturou a isto a sua própria vida. Aqueceu isto a bafo.

Tem as mãos como cepos.

 No.2096

>>2094
>>2095
Exímio danone, Obrigado

 No.2141

A ler
> O Forasteiro, Albert Camus
Li muito pouco, ainda. É para complementar a minha leitura do Mito de Sísifo.
> Getting off: Pornography and the end of masculinity
Parece um pouco radical e estou na dúvida se hei de continuar. Só li umas 3 páginas e numa delas o autor já escreve que uma multidão só não viola uma atriz pornográfica numa convenção porque havia uma barreira de seguranças.



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