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/c/ - Cultura

Cinema, Música, Literatura, Anime, e Discussões Culturais
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 No.19[View All]

Fio de literatura ? Fio de literatura.
Tudo dedicado a literatura : livros e crítica, experiências e iniciativas e tudo o que se enquadre no tema.

Tópico de algibeira : o que estão a ler ?
>Ilíada
>Nome da Rosa
>The Iron Tree


>asq de vez em quando queres ler mas não sabes o que ler por ter tantas opções



Quem é que /bookcrossing/ aqui ?
Ao pé da biblioteca cá da cidadezita há um spot de bookcrossing. Têm o hábito de passar por lá e trocar livros ? E registar um no site da Internet e deixar num lugar aleatório. ?
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 No.2083

>>2082
Ya, o kobo é brutal, tb tenho um. Mas uso mais quando estou fora de casa. Em casa gosto de ler o livro físico.

Quanto a perder as coisas do disco, isso não faz sentido, qq conta de Google drive te faz um backup de 15G. Se não chega inventa mais uma conta.

Quanto a ir à livraria, ya, é diferente, mas pessoalmente acho que tens de ter sorte, já que a maior parte dos empregados lêem pouco, parece-me. Não que eu leia muito, mas alguns parecem todos atrapalhados com perguntas simples.
O interessante são mesmo os donos que têm a livraria por carolice, que sempre leram muito, que conhecem pessoalmente os autores etc.
Por exemplo, a livraria que falei é interessante também por causa da parte "escondida" que funcionava antes do 25 de Abril. Devido a isso o homem conheceu muitas pessoas interessantes etc. Ou seja, há ali uma história qualquer com aquele sítio, que me atrai, e me faz não importar se tenho de esperar mais um dia por um livro. Depois vou lá, dois dedos de conversa e vou para o jardim ler. É um hábito mensal, mais ou menos. Gostava que fosse mais vezes, mas os livros são muito caros para o bolso português.

 No.2084

>>2083
>
Quanto a perder as coisas do disco, isso não faz sentido, qq conta de Google drive te faz um backup de 15G. Se não chega inventa mais uma conta.
Sim, realmente, é uma ideia muito boa e devia procurar fazê-lo.

>Quanto a ir à livraria, ya, é diferente, mas pessoalmente acho que tens de ter sorte, já que a maior parte dos empregados lêem pouco

Também tenho esta impressão, embora nunca tenha falado com nenhum

>O interessante são mesmo os donos que têm a livraria por carolice, que sempre leram muito, que conhecem pessoalmente os autores etc.

Por exemplo, a livraria que falei é interessante também por causa da parte "escondida" que funcionava antes do 25 de Abril. Devido a isso o homem conheceu muitas pessoas interessantes etc. Ou seja, há ali uma história qualquer com aquele sítio, que me atrai, e me faz não importar se tenho de esperar mais um dia por um livro. Depois vou lá, dois dedos de conversa e vou para o jardim ler. É um hábito mensal, mais ou menos.
Boa história danone.

>Gostava que fosse mais vezes, mas os livros são muito caros para o bolso português.

Também tenho essa impressão. Aposto que o máximo que eu conseguiria fazer era por exemplo um livro por mês.
Mas acho que também é culpa do pessoal das editoras, que só veem €€ à frente. Já vi uma edição do Dom Quixote a 40€. O livro já nem tem direitos de autor.

 No.2090

Eu cá prefiro aquele em que o Asterix foi para o Egipto.

 No.2092

>>2090
Esse é muito bom.

Anon do "Humus" aqui.
Ainda não li muito, mas isto é indescritivelmente bom até agora.
A maneira como acelera e pausa o ritmo, as imagens e metáforas geradas… é maravilhoso.

 No.2093

>>2092
Muito bem. Tens interesse em aprofundar com citações aquilo que dizes ?

 No.2094

>>2093
>Debaixo destes tetos, entre cada quatro paredes, cada um procura reduzir a vida a uma insignificância. Todo o trabalho insano é este: reduzir a vida a uma insignificância, edificar um muro feito de pequenas coisas diante da vida. Tapá-la, escondê-la, esquecê-la. O sino toca a finados, já ninguém ouve o som a finados. A morte reduz-se a uma cerimónia, em que a gente se veste de luto e deixa cartões de visita. Se eu pudesse restringia a vida a um tom neutro, a um só cheiro, o mofo, e a vila a cor de mata-borrão. Seres e coisas criam o mesmo bolor, como uma vegetação criptogâmica, nascida ao acaso num sítio húmido. Têm o seu rei, as suas paixões e um cheirinho suspeito. Desaparecem, ressurgem sem razão aparente de um dia para o outro num palmo do universo que se lhes afigura o mundo todo. Absorvem os mesmos sais, exalam os mesmos gases, e supuram uma escorrência fosforescente, que corresponde talvez a sentimentos, a vícios ou a discussões sobre a imortalidade da alma.
>As paixões dormem, o riso postiço criou cama, as mãos habituaram-se a fazer todos os dias os mesmos gestos. A mesma teia pegajosa envolve e neutraliza, e só um ruído sobreleva, o da morte que tem diante de si o tempo ilimitado para roer. Há aqui ódios que minam e contraminam, mas como o tempo chega para tudo, cada ano minam um palmo. A paciência é infinita e mete espigões pela terra dentro: adquiriu a cor da pedra e todos os dias cresce uma polegada. A ambição não avança um pé sem ter o outro assente, a manha anda e desanda, e, por mais que se escute, não se lhe ouvem os passos. Na aparência é a insignificância a lei da vida; é a insignificância que governa a vila. É a paciência, que espera hoje, amanhã, com o mesmo sorriso humilde: — Tem paciência — e os seus dedos ágeis tecem uma teia de ferro. Não há obstáculo que a esmoreça. — Tem paciência — e rodeia, volta atrás, espera ano atrás de ano, e olha com os mesmos olhos sem expressão e o mesmo sorriso estampado. Paciência… paciência… Já a mentira é de outra casta, faz-se de mil cores e toda a gente a acha agradável. — Pois sim… pois sim.

 No.2095

>>2094
Cabem aqui seres que fazem da vida um hábito e que conseguem olhar o céu com indiferença e a vida sem sobressalto, e esta mixórdia de ridículo e de figuras somíticas. Mora aqui a insignificância, e até à insignificância o tempo imprime carácter. Mora aqui, paredes meias com a colegiada, o Santo, que de vez em quando sai do torpor e clama: — O inferno! O inferno! Mora um chapéu, uma saia, o interesse e plumas. Moram as Teles, e as Teles odeiam as Sousas. Moram as Fonsecas, e as Fonsecas passam a vida, como bonecas desconjuntadas, a fazer cortesias. Moram as Albergarias, e as Albergarias só têm um fim na existência: estrear todos os semestres um vestido no jardim. Moram os que moem, remoem e esmoem, os que se fecham à pressa e por dentro com uma mania, e os que se aborrecem um dia, uma semana, um ano, até chegar a hora pacata do solo ou a hora tremenda da morte. Moram os que enriquecem no fundo das lojas, onde as fazendas petrificaram. Mora aqui o egoísmo que faz da vida um casulo, e a ambição que gasta os dentes por casa, o que enche a existência de rancores e, atrás de ano de chicana, consome outro ano de chicana. Moram na viela íngreme e cascosa, que revê humidade em pleno verão, velhas a quem só restam palavras, presas, alimentadas, encarniçadas, como um doido sobre uma coroa de lata que lhes enche o mundo todo. Mora de um lado o espanto e a árvore; do outro o absurdo. E todos à uma afastam e repelem de si a vida. Moram aqui a D. Engrácia e a D. Biblioteca. Mora aqui a Teles que passa a vida a limpar os móveis, só e fechada com os móveis reluzentes, talvez resto de um sonho a que se apega com desespero, e velhas só mesuras, só baba, só rancor. Ter uma mania e pensar nela com obstinação! Criá-la. Ter uma mania e vê-la crescer como um filho!… Mora aqui a D. Restituta, sempre a acenar que sim à vida, e a Orsula, cuja missão no mundo é fazer rir os outros. Todos os dias a morte os leva, todos os dias toca a finados. O nada a espera e a D. Procópia a abrir a boca com sono, como se não tivesse diante de si a eternidade para dormir, e a D. Felizarda a invejar as plumas da D. Biblioteca. Tudo isto se passa como se tudo isto não tivesse importância nenhuma; tudo isto se passa como se tudo isto não fosse um drama e todos os dramas, um minuto e todos os minutos. Mora aqui a D. Hermengarda e a D. Penarícia — mania! mania! mania! — hoje, amanhã, sempre — e a morte joga com a regularidade mecânica de um pêndulo. Toda esta gente usa a vida como quem usa uma ninharia. Aí vem a Adelina… A Timótea se tivesse de envenenar a vila, envenenava-a às pinguinhas. Há os que se gastam como quem gasta uma pedra sobre outra pedra. O Félix procurador não avança palavra sem dobrar a língua, e conserva no escritório, em rimas de papel cobertas de pó, a história da ganância, da vida e da morte de várias gerações. O severo Elias deixa morrer a mãe à fome e todos os anos dá contos de réis aos asilos. Regula a consciência como quem dá corda a um relógio. Dívidas são dívidas. Tem regras fixas. Para não ver o céu dobra-se sobre livros exatos: de um lado Deve, do outro Haver. O drama do Anacleto é um drama respeitável, um drama por partidas dobradas, na máxima ordem e no máximo escrúpulo. Cabem aqui dentro as velhas cismáticas, atrás de interesses, de paixões ou de simples ninharias, dissolvendo-se no éter, e logo substituídas por outras velhas, com as mesmas ou outras plumas nos penantes, com os mesmos ou outros ridículos, fedorentas e maníacas; os homens a quem se foram apegando pela vida fora dedadas de mentira, prontos para a cova — e o Gabiru e o seu sonho. Cabe aqui o céu e as lambisgoias com as suas mesuras, a morte e a bisca-de-três. E cabe aqui também uma velha criada, que se não tira diante dos meus olhos. Obsidia-me. Carrega. Obedece.

Serve as outras velhas todas. A Joana é uma velha estúpida.

Serviu primeiro na vila, serviu depois na cidade. Serviu um antropologista exótico, que fundira cem contos a juntar caveiras, e de quem a Joana dizia ao amolecer-lhe os edemas dos pés: — Este senhor é um 2° Camões! Serviu a D. Hermínia e a D. Hermengarda. Serviu com uma saia rota, as mãos sujas de lavar a louça, uma camisa, os usos e seis mil réis de soldada. Lavou, esfregou, cheira mal. Serviu o tropel, a miséria, o riso, que caminha para a morte com um vestido de aparato e um chapéu de plumas na cabeça. Para contar fio a fio a sua história bastava dizer como as mãos se lhe foram deformando e criando ranhuras, nodosidades, côdeas, como as mãos se foram parecendo com a casca de uma árvore. O frio gretou-lhas, a humidade entranhou-se, a lenha que rachou endureceu-lhas. Sempre a comparei à macieira do quintal: é inocente e útil e não ocupa lugar, e não vem primavera que não dê ternura, nem inverno sem produzir maçãs. A vida gasta-a, corroem-na as lágrimas, e ela está aqui tal qual como quando entrou para casa da D. Hermengarda. Faz rir e faz chorar. Os meninos borraram-na — adorou os meninos. Os doentes que ninguém quer aturar, atura-os a Joana. Já ninguém estranha — nem ela — que a Joana aguente, e a manhã a encontre de pé, a rachar a lenha, a acender o lume, a aquecer a água. Há seres criados de propósito para os serviços grosseiros. Por dentro a Joana é só ternura, por fora a Joana é denegrida. A mesma fealdade reveste as pedras. Reveste também as árvores.
É uma velha alta e seca, com o peito raso. O hábito de carregar à cabeça endireitou-a como um espeque, o hábito das caminhadas espalmou-lhe os pés: a recoveira assenta sobre bases sólidas. Parece um homem com as orelhas despegadas do crânio e olhos inocentes de bicho. É destas criaturas que dão aos outros em troca da soldada o melhor do seu ser, que se apegam aos filhos alheios e choram sobre todas as desgraças. E ainda por cima dedicam-se, aturam os meninos, e quando as mandam embora, porque não têm serventia, põem-se a chorar nas escadas. — É preciso escodeá-la — asseverou a D. Hermengarda quando lhe foi em pequena para casa. Escodeia-a. Noite velha e já ela bate de cima com a tranca no soalho, a chamá-la. — E não te servindo a porta da rua é a serventia dos cães. Mas ela apega-se. Nunca teve outra ama como aquela senhora. Venera-a. Anos depois diz das pancadas: — Merecia-as. Já não é preciso chamá-la: a Joana ergue-se num sobressalto, alta noite, noite negra, e dorme com um olho fechado e outro aberto. Velha, tonta, abre de vez em quando os olhos, põe o ouvido à escuta num movimento instintivo, à espera de uma imaginária ordem: ouve sempre a voz da D. Hermengarda a chamá-la.
Mal se compreende que depois de uma vida inteira, esta mulher conserve intacta a inocência de uma criança e o pasmo dos olhos à flor do rosto. Trambolhões, fome, o frio da pobreza — o pior — e, apesar de amolgada, com uma saia de estamenha, no pescoço peles, as mãos gretadas de lavar a louça, uma coisa que se não exprime com palavras, um balbuciar, um riso… Misturou à vida ternura. Misturou a isto a sua própria vida. Aqueceu isto a bafo.

Tem as mãos como cepos.

 No.2096

>>2094
>>2095
Exímio danone, Obrigado

 No.2141

A ler
> O Forasteiro, Albert Camus
Li muito pouco, ainda. É para complementar a minha leitura do Mito de Sísifo.
> Getting off: Pornography and the end of masculinity
Parece um pouco radical e estou na dúvida se hei de continuar. Só li umas 3 páginas e numa delas o autor já escreve que uma multidão só não viola uma atriz pornográfica numa convenção porque havia uma barreira de seguranças.

 No.2213

http://www.sabado.pt/c-studio/detalhe/o-seculo-xx-em-revista

Espero que não seja demasiado tarde, danones
A revista não é de encomenda, pois não ? Estou interessado em adquirir estes volumes mas não sabia que era na sábado por isso não comprei. Acham que ainda consigo alguma coisa?

 No.2247

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Muito provavelmente vão dizer que é uma merda que nem devia ler esta merdece mas cá vai na mesma.

Leram o Sinal de Vida do José Rodrigo dos Santos?
Estou interessado em ler porque gosto da temática do espaço e queria ver o ele escreveu sobre isso.
Há em formato digital?
Andei em busca pelas internetes mas sem sucesso.
Se calhar vou ter de o comprar. Embora vai custar-me dar 20€ por ele

 No.2248

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Neste momento: O primeiro livro do Altered Carbon, antes vi a adaptação da Netflix e o livro é bem melhor. E a Origem, do Dan Castanho.

 No.2250

Estou a ler três
>Linguistics and the Nover, Roger Fowler
É principalmente um livro técnio. Acho que é muito interessante pelo que diz.

>Como e Por que ler, Harold Bloom

Só ainda li índice e prefácio, mas pelo título e conteúdo parece interessante

>A Fábula, William Faulkner

Não estou a entender grande coisa. A escrita é estranha e a letra minúscula e condensada não ajuda em nada, mas acho que se lê rápido.

Entretanto, acabei de ler estes dois >>2141


>>2247
Acho que é raro ver livros em português em formato digital.
Se esperares mais uns tempos talvez encontres isso em alguma biblioteca.

Do JSR só o A vida num sopro. Era miúdo e tinha 14 anos. Acho que principalmente literatura pop. Não é que seja mau, só não é um dos grandes clássicos. Nunca perdi muito tempo com isso. Mas talvez até seja bom.
Em todo o caso, se hoje relesse aquele li há anos, diria que não passa propaganda
>muh 25 de abril sempre facismo nunca mais
Agora desse, não sei.

>>2248
Não conheço nenhum dos dois. Queres elaborar?

 No.2274

>>2247
deve ser merda de certeza mas se não queres pagar por ele tens solução, rouba.

 No.2275

>>2248
Ler Dan Brown? A sério?

 No.2336

Lembrete que a Fundação Francisco Manuel dos Santos está com alguns livros com 50% de desconto e com portes grátis este fim de semana. Podem procurar no site

 No.2349

Já repararam que a Fnac e a Wook são «sócias» a fazer promocões? Quando uma das lojas faz promoções, na semana seguinte é a outra a fazer, e são sempre do mesmo valor para os mesmos livros. Os clientes não ganham nada com as «promoções» deles. Parece que fazem um pacto de não agressão; vão intercalando as promoções entre uma loja e outra, sempre tabelando os preços por baixo e de igual valor.

 No.2350

Estava agora na Fnac, ia fazer umas encomendas de livros. Estava a adicionar os livros e a conta já ia em 300€. Decidi mas é que devia poupar. Fica para a próxima.

 No.2351

>>2349
Não costumo comprar livros. Não tenho grande interesse em acumular livros por isso costumo requisitar os que preciso e consultar os restantes online. Nunca reparei nisso, mas não seria de admirar. Parece que em Portugal há muito está prática.

 No.2363

Bump Mensal com updates
O que é que o ptchan anda a ler?

Eu:
>Como e Por que Ler, Harold Bloom
O Ensaio dá a conhecer autores clássicos e faz análises curtas das suas obras. Incluem contos, Poesia, Romances e Peças de Teatro

>A Fábula, Willaim Faulkner

É um pouco difícil de compreender, mas por alguma razão tem sido uma leitura agradável. Estou numa parte em que um oficial pede para voltar ao campo e volta como estafeta. Não sei onde isto vai levar, ou se lá vou conseguir chegar.

 No.2491

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Houve há uns dias um tópico no /b/ sobre meditação e entretanto fui ao continente e deparei-me com este livro.
Conseguem encontrar em ebook para download?
Só consegui encontrar esta página
https://www.kobo.com/us/en/ebook/como-se-tornar-sobre-humano

Deixo o meu obrigado

 No.2494

File: 1525184352152.epub (5.56 MB, Becoming-Supernatural-How….epub)

>>2491
literalmente dois minutos
Se não gostares do formato, converte
kel cumpz

 No.2531

E livros que toda a gente devia ler antes de morrer?

E aqueles que nos "iluminam"?

 No.2696

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O que tem lido, danones?


Desde a última vez que postei:
>A fábula, de William Faulkner
Deixei de ler, a letra é demasiado pequena. Agora que tenho uma lupa talvez vá voltar a tentar, mas o livro está horrivelmente mal editado.

>Como e Por que ler, Harold Bloom

Finalmente acabei. É um pouco denso mas acho que útil. Explora várias obras e tem análises pouco elaboradas, que é o que o torna mais interessante, paradoxalmente. Em retrospectiva, acho que foi uma leitura proveitosa, mas tive algumas dificuldades em desbastar aquilo tudo, mas fiquei com recomendações muito boas do que ler.
>ver pica


>Página 2

Oh não não

 No.2697

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>>2696
[continuação, para meter o resto das fotos]

>Undressed by the Rebel, Alison Roberts

O pior livro que já alguma vez li. Ainda bem que o encontrei e não tive de pagar por ele. É terrivelmete mau. As personagens são só nomes e têm pouca personalidade.

>Filosofia em Directo, Desidério Murcho

Este é um ensaio da Fundação. Foi um livro muito bom. Muito simples e acessível. Estuda muitas questões da Filosofia de um modo superficial, mas incisivo.

 No.2700

A ler agora:

>O Princepezinho, Antoine de Saint-Exupéry

Parece um livro rico em reflexões e fácil de entender - é afinal um livro para crianças, mas não deixa de ser interessante lê-lo enquanto adulto.

>Continentes em Colisão, Coleção Planeta Terra

O livro fala sobre as placas tectónicas e como se chegou ao atual paradigma. O que é melhor são as fotografias que lá há, embora sejam dos anos 70 ou 80

 No.2701

>>2531
>E livros que toda a gente devia ler antes de morrer?
Aposto que consegues encontrar montes de artigos sobre isso. Eu acho que ainda não encontrei nenhum tão bom quanto isso, nem sei se alguma vez encontrarei.

>E aqueles que nos "iluminam"?

A ideia que tenho é que só tu podes responder a esta pergunta. Tens de começar por tópicos que te interessem ou te possam parecer interessantes. Por exemplo, alguns livros que eu achei desse género foram aqueles anti pornografia que tenho falado neste fio. Mas depende do que te interessa realmente. Se estiveres, por exemplo, interessado em pensar melhor, podes ler o Filosofia em Directo de que falo na posta acima.
Ou podes sempre pergunta no /pol/ kek

 No.2706

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>o que estão a ler ?

Neuromante, de William Gibson. Até agora estou a gostar, tirando alguns erros que não sei como é que deixaram passar.

 No.2707

>>2706
Sobre que é o livro, Danone? O que já aprendeste ao lê-lo? Valeu o preço que pagaste?

 No.2708

>>2706
>>2707

Esse livro é horrível. Não tem nexo nenhum. Totalmente sobrevalorizado. É tudo e mais alguma coisa ao mesmo tempo.

 No.2709

>>2706
Acho que tenho uma cópia disso cá em casa. Se o encontrar, irei lê-lo e logo digo o que achei.

 No.2710

>>2708
>totalmente sobrevalorizado

Só foi o livro que criou os conceitos de cyberpunk, cyberespaço, AI enquanto deus nascente, etc etc

 No.2722

>>2707
Cem páginas depois, acho que o livro é sobre uns cyberpunks, mas tem montes de palavras que eu não entendo, vou saltando sobre elas. Pode ser que seja eu que não goste do género.
Paguei 1€ por ele, por isso talvez?!

 No.2724

Bons romances de autores italianos?

 No.2726

>>2722
>ler livros sem ir verificar o significado de palavras que se desconhecem
shiggy doggy doo

 No.2731

>>2724
porquê autores italianos especificamente?
- "Desprezo" do Alberto Moravia
- "Se Numa Noite De Inverno Um Viajante" do Italo Calvino

 No.2732

>>2724
Se quiseres mais do Ítalo Calvino, disseram-me que as cidades invisíveis é muito bom, mas nunca li.
O Nome da Rosa também gostei de ler, mas acho que não tem que ser dos melhores

 No.2733

>>2731
>>2732

Dos poucos filmes italianos que vi, fiquei com ideia que em Itália (o cinema, neste caso) é tudo muito 'cru'. Não há grandes embelezamentos. Existe uma descrição da realidade tal como ela é. Talvez derive da influência neo realista na cultura italiana.

Gostava de consumir literatura italiana próxima desse universo.

 No.2735

>>2733
epa mas que merda tás para aí a dizer? Porra que és pretensioso. Volta a ler o que escreveste e vê se faz algum sentido… redundância atrás de redundância só para soares mais conhecedor. Falhaste danone.

 No.2736

>>2732
quais são os teus critérios para avaliar se é um livro é bom ou não?

 No.2737

>>2726
Tem piada porque desisti quando fui procurar o que eram 'pícheis', até que descobri que na verdade eram píxeis

 No.2739

>>2736
Pois. É uma pergunta curiosa. Geralmente o meu critério é dar para tirar uma boa análise e consistente, e aquilo que se extrai com a análise não convém ser lugar comum. Isto funciona em livros de ficção.

Se for não ficção, costumo guiar-me pelo que diz e como se entende. Isto é mais porque leio por prazer. Por exemplo, aquele livro sobre a China que li e postei aqui imagens há quase dois anos achei muito bom: ela legível, achei o conteúdo relevante e não andava por alô às voltas a falar muito sem dizer nada.

Claro que cada caso é um caso. Por exemplo, acho que a análise a fazer será absoluta mas o que for aplicar na minha vida dependerá da situação em que estarei.

Não é uma pergunta fácil, Danone. Talvez estejas a tentar ser cético e a ver se me apanhas. Se for esse o caso, agradeço. É sempre bom ter alguém atrás de nós a fazer-nos pensar sobre aquilo que não custamos pensar. Se estás apenas curioso ou precisas de saber se as minhas recomendações valem para ti, é também uma excelente pergunta é se for esse caso podes ir fazendo perguntas, que darei o melhor para te responder.

 No.2740

>>2739
Mais te digo, Danone. Se for o último caso é costumas ler, faço-te a mesma pergunta.

Mais, se perguntas isso por causa do nome da rosa, digo-te que na altura estava a começar a ler. O livro tem uma mensagem moral um pouco política e essa é fácil de entender. Mas na altura não tinha um sentido tão afiado como hoje em dia para ler e tenho a certeza que muito me escapou.

Por isso, já sabes. Ler requer experiência. Tens de saber ler e como fazê-lo.

 No.2769

Recomendem-me um livro capaz de mudar uma vida e eu encomendo o mesmo esta semana.

 No.2770

>>2769
Mein kampf ou um dos livros sobre a guerra civil espanhola, como o homage to catalonia ou for whom the bell tolls, dependendo da tua clivagem ideológica.

Se não te fizerem sentir nada, é porque estás morto por dentro e és um caso perdido.

 No.2771

>>2770

Orwell, já li esse. Não achei grande coisa. O Down and Out in Paris and London gostei.

 No.2779

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Já alguém leu está coisa? Vale alguma coisa?

 No.2780

>>2779
Parece uma grande merda

 No.2781

>>2779
Só falta o carimbo de qualidade do CM

 No.2793

>>2781
Já lá tem o do Daily Mail.



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